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23 de jan. de 2020

ENTREVISTA DE FABRÍCIO CARPINEJAR



Compartilho essa entrevista 
publicada em 23 dezembro de 2019 
por Leda Nagle em seu canal no Youtube. 
Uma conversa emocionante.  
Vale a pena!


 

9 de jul. de 2018

Entrevista com Carlos Drummond de Andrade

Publicado em 11 de jul de 2009


A jornalista Leda Nagle entrevista o poeta Carlos Drummond de Andrade.

9 de jul. de 2014

Adélia Prado no Roda Viva

Roda Viva
Transmitido ao vivo em 24/03/2014

22 de mai. de 2014

A produção cultural nos anos de chumbo

tvbrasil - Publicado em 21/04/2014

9 de mai. de 2014

Entretenimento e Literatura

tvbrasil - Publicado em 15/04/2014

6 de mai. de 2014

A nova geração de ficcionistas.

tvbrasil - Publicado em 18/04/2014

2 de mai. de 2014

Internet e novas possibilidade para a Literatura.

 tvbrasil  - Publicado em 16/04/2014



No Entrelivros ao vivo desta segunda-feira, 14, Renana Lessa conversa com os jornalistas André Giusti e Alexandre Marino sobre Internet e novas possibilidade para a Literatura.

26 de mai. de 2011

Jose Saramago

em 23/05/2007

em 23/05/2007

4 de fev. de 2011

Hiago R.R. de Queirós

turmadohiago | 14 mar. 2009







assessoriahrrq | 21 out. 2009


assessoriahrrq | 5 agos. 2008



programalogin | 3 set. 2010



http://hiago.in/

27 de jan. de 2011

15 de nov. de 2010

3 de jul. de 2010

O QUE SIGNIFICA SER ESCRITOR


(Entrevista com Lygia Fagundes Telles)


Por isso, procuramos Lygia Fagundes Telles, autora de textos importantes da ficção brasileira contemporânea, tais como Ciranda de Pedra; As meninas; Antes do baile verde e A disciplina do amor, entre outros. E, desse encontro, nasceu o seguinte diálogo:


- Lygia, quais foram seus primeiros contatos com o mundo da ficção?


- Bem, eu nasci em São Paulo, mas passei a infância em pequenas cidades do interior do Estado, onde meu pai foi promotor ou juiz: Sertãozinho, Assis, Apiaí... Foi uma infância meio selvagem, livre e na qual se destacou a figura principal de uma pajem preta, adolescente desbocada e sensual que me fazia confidências e contava histórias, centenas de histórias de lobisomens, almas-penadas, antiquíssimos mortos que se levantavam chocalhantes e lá vinham com seu canto fanhoso até nossa porta. Então eu tremia de medo enrolada nas cobertas (as histórias eram sempre contadas durante a noite, no escuro) e chegava a tapar os ouvidos mas deixando sempre uma fresta, enquanto ela prosseguia implacável. Era demasiado excitante aquele jogo; eu exigia que me contasse aqueles casos tenebrosos e ao mesmo tempo me escondia debaixo da cama, o sofrimento agudo misturado ao prazer que se prolongava depois, quando ela ia dormir e eu ficava sozinha, reinventando tudo, criando novas personagens, novas situações...


- Quer dizer que a futura criadora de personagens já ensaiava os primeiros passos?


Na verdade, eu comecei a experimentar o gosto de narrar histórias um pouco depois. O sucesso dessa pajem contadora de histórias começou a atrair a criançada que vinha se sentar na escada de pedra do nosso quintal, depois do jantar, em meio da cachorrada, tínhamos muitos cachorros. Certa noite, ela não apareceu, tinha fugido com um trapezista do circo. Num impulso de audácia, resolvi substituí-la: foi quando descobri que sentia menos medo enquanto eu mesma falava porque se era excitante ouvir, mais excitante ainda era narrar e ver estampado nas caras em redor todo o horror que se esvaía de mim. Transferia para o próximo a minha insegurança, o meu medo, mas não era extraordinário descobrir isso? Pensei e me senti independente, poderosa. Datam dessa idade de ouro os meus primeiros escritos, assim que comecei a escrever, isso depois do aprendizado com a sopa de letrinhas, tinha um macarrãozinho com todo o abecedário, eu ia alinhando as letras nas bordas do prato fundo, era muito difícil - me lembro - encontrar o Y do meu nome. Então recorria ao caldeirão, onde as letras todas estavam lá no fundo, fervendo borbulhantes.


- Você acredita em vocação, Lygia?


- Vocação, sim, acredito em vocação, essa força, esse sortilégio e magia que puxa pelos cabelos e no empurra nesta direção e não naquela. Uma fatalidade. Penso às vezes que não escolhi mas que fui escolhida. Eu nem sabia o que queria dizer vocação mas, de forma instintiva, inocente, já estava assumindo o meu ofício, fazia minha opção desde cedo, quando ainda nos cadernos de escola escrevia os meus delírios, procurando obscuramente guardar a palavra, garantir a sua permanência. E o que pretende o artista senão isso? Permanecer. Ficar. A obra de arte é a negação da morte.


- Como nascem seus textos?

- Alguns dos meus textos nasceram de uma simples frase ou de uma imagem qualquer, algo que vi e que retive. Outros ainda nasceram em algum sonho, enfim, a maior parte dos meus trabalhos talvez tenha mesmo origens que devem estar nos emaranhados do inconsciente, zona de sombra, obscura. vaga e misteriosa como um fundo de mar, o ato de criação é sempre um mistério. Impossível determinar as fronteiras do criador e da criação. Do real e do imaginário. Sei que há escritores que conseguem se explicar tão bem. Eu não Escrevo e esse corpo-a-corpo com a palavra já me toma todo o tempo que se faz cada vez mais curto neste cotidiano devorador.


- Alguns críticos afirmam que sua obra expressa uma visão meio desencantada do ser humano. Você concorda com isso?


- Há quem considere a minha obra com um certo travo demasiado amargo, talvez. Não participo dessa opinião, sei que tenho o senso de humor: completamente doce, só o mel. Não é um texto destituído de esperança, eu tenho esperança. às vezes, anoiteço, como toda gente, mas sei que tem a manhã. Então espero por ela com o seu grão de imprevisto e de loucura. Tenho meus temas preferidos, precisamente a loucura, “o homem é tão necessariamente louco que não ser louco seria uma outra forma de enlouquecer”, dizia Pascal. A luta do homem. Seu medo e sua fragilidade. Seu sofrimento e sua solidão. O amor. A morte, esses os temas que me fascinam.


- Como você vê a literatura feita por mulheres? Ela tem algo que a diferencia da literatura feita por homens?


- Sim, a ficção feminina tem características próprias é mais intimista, mas confessional, a mulher está podendo se revelar. Se buscar e se definir, o que a faz adotar um estilo bastante subjetivo, aparentemente narcisista: ela precisa falar de si mesma. No meu romance “As meninas”, há a frase de uma personagem que aborda a situação:” Antes eram os homens que diziam como nós éramos. Agora, somos nós.”

Agora, quanto a uma propalada divisão de águas no sentido de separar especialmente a literatura feminina da masculina, penso que essa divisão não existe. Há livros de mulheres que são livros bons ou livros que são ruins, exatamente como acontece com os livros dos homens. A única divisão seria no sentido da qualidade. O sexo é como o sexo dos anjos, não interessa.

- E o preconceito?


- Ah! O preconceito. No começo da minha carreira eu sentia preconceito bastante agudo: a desconfiança. A ironia. Ironia maior ainda por parte das mulheres, é curioso, mas nas minhas relações femininas sentia mais vivo esse descrédito. Essa pouca fé. Afinal, elas não se arriscavam, não ousavam e, quando viam alguém romper a tradição e entrar numa universidade ou assumir uma profissão considerada masculina, ficavam irritadas com esse desafio. Essa arrogância: como o preso que vê o outro fugir enquanto ele continua engaiolado. Mas tudo isso já está passando. As universidades agora estão cheias de moças, elas participam de tudo, tamanha sede de conhecer, descobrir: não há mais fronteiras para a mulher no mercado de trabalho. Injustiças, sim, mas não fronteiras. Essa libertação está fazendo com que a mulher fique mais generosa. Menos competitiva: quem tem asas, voa.


- Você falou sobre vocação literária. Mas e a vida, Lygia? Como é a vocação para viver a vida plenamente?


- Na vocação para a vida está incluído o amor, inútil disfarçar, amamos a vida. E lutamos por ela dentro e fora de nós mesmos. Principalmente fora, que é preciso um peito de ferro para enfrentar essa luta na qual entra não só o fervor mas uma certa dose de cólera, fervor e cólera. Não cortaremos os pulsos, ao contrário, costuraremos com linha dupla todas as feridas abertas. E tem muita ferida porque as pessoas estão bravas demais, até as mulheres, umas santas, lembra?


Costurar as feridas e amar os inimigos que odiar faz mal ao fígado, isso sem falar no perigo da úlcera, lumbago, pé frio. Amar no geral e no particular e quem sabe nos lances desse xadrez-chinês imprevisível. Ousar o risco. Sem chorar, aprendi bem cedo os versos exemplares, não chores que a vida / é luta renhida. Lutar com aquela expressão da criança que vai caçar borboleta, ah, como brilham, os olhos de curiosidade. Sei que as borboletas andam raras, mas se sairmos de casa certos de que vamos encontrar alguma... O importante é a intensidade do empenho nessa busca e em outras. Falhando, não culpar Deus, oh! Por que Ele me abandonou? Nós é que O abandonamos quando ficamos mornos. Quando a vocação para a vida começa a empalidecer e também nós, os delicados, os esvaídos. Aceitar o desafio da arte. da loucura. Romper com falsa harmonia, com o falso equilíbrio e assim, depois da morte - ainda intensos - seremos um fantasminha claro de amor.


- Para finalizar, Lygia, qual a função do escritor?


Creio que a função do escritor é a de ser a testemunha do seu tempo e da sua sociedade. Escrever por aqueles que não podem escrever. falar por aqueles que muitas vezes esperam ouvir da nossa boca a palavra que gostariam de dizer. Estender, através da palavra, uma ponte para o próximo, comunicar-se com ele e ajudá-lo, mesmo com soluções ambíguas, na sua luta e na sua esperança. A esperança que o escritor tem que ter no coração.


(Entrevista dada a Douglas Tufano em 1983)


4 de jun. de 2010

Jorge Eduardo Magalhães





O escritor e autor de teatro
Jorge Eduardo Magalhães

foi convidado por este blog
para uma entrevista.


Ele nos conta sobre seu novo livro

Vagando na noite perdida,

seus novos projetos e nos revela seu fascínio

pela literatura e pelo teatro.







  • A literatura é importante? Por que?
Sim, muito. É importante porque faz com que as pessoas viajem no tempo e no espaço sem sairem do lugar. Através da Literatura conseguimos ver o passado, projetar o futuro e conhecer outros povos e culturas.

  • Como você começou a escrever? Quais foram seus primeiros contatos com a literatura?

Nem sei direito, comecei meus primeiros manuscritos quando ainda era criança, mas comecei a escrever com frequência a partir dos 20 anos.

Os primeiros livros foram da Série Vagalume da editora Ática, eram histórias apaixonantes como "Tonico", "Menino de asas", "A ilha perdida". Tais leituras eram muito comuns nos anos 80.

  • Cada escritor tem o seu jeito de escrever. Qual o seu?

Costumo olhar coisas do dia a dia andar pela cidade, inclusive à noite, para observar o comportamento e a trajetória das pessoas. Baseio-me muito em personagens do cotidiano, que muitas vezes parecem inverossímeis e passam quase despercebido diante dos olhos da maioria das pessoas.

  • Escrever é uma terapia?

Para mim é, é a única coisa que realmente gosto de fazer.

  • Quem o influenciou?

Não sei dizer bem, mas foi o contexto de várias leituras de estilos e épocas bem diferentes.

  • Quais são os ingredientes básicos de uma boa história?

Uma boa história deve ser bem contada independente do tema.

  • Você segue algum método para escrever? Como é seu processo de trabalho?

Não, simplesmente começo a escrever e deixo a história me levar. Não tenho um processo sistematizado, penso numa temática e começo a escrever.

  • E o que você sente quando escreve?

Confesso que escrever é a única coisa que realmente gosto de fazer, pena que ainda não posso viver da escrita. Vibro quando escrevo, muitas vezes não consigo parar, já escrevi uma peça teatral em apenas um dia.

  • Em que você se baseia para escrever os seus textos?

Em personagens reais, urbanos no nosso cotidiano. Adoro abordar a solidão na cidade grande.

  • Como surgiu a ideia dos temas? Como nascem seus textos?

Andando pelas ruas do centro do Rio observo pessoas que vivem em hospedagens baratas, frequentam botequins e se viram para sobreviver. Já conversei com prostitutas, travestis, todos têm seus dramas, suas frustrações.

Às vezes vejo algo interessante ou não, mas que me chamam a atenção e surge a ideia.

  • Quando você imagina um livro, já pensa no título?

Algumas vezes sim, outras não. Às vezes fico pensando em qual título cairia melhor, muitas vezes peço a opinião de minha mulher.

  • Você costuma pedir a opinião de pessoas sobre seus textos?

Minha mulher sempre lê e faz algum comentário e revisão, mas sempre quando lanço algum livro ou alguma peça minha é encenada, pergunto a opinião sincera das pessoas. Percebo que a maioria costuma ser bem sincera.

  • Como você definiria o ato de escrever?

Com um momento especial na vida de quem ama a literatura, é o momento onde damos vidas em nossos personagens.

  • Seus personagens são inspirados em pessoas que você conhece?Como você cria seus personagens?
Alguns sim, alguns não. Muitos são inspirados em desconhecidos que vejo nas ruas ou então quando me falam algum caso acontecido com alguém. Às vezes para conseguir meus personagens ou minhas histórias, tenho que dar minha caminhada pelas ruas e pensar no desenvolvimento delas.

  • Qual foi seu primeiro livro?

Em 2001 publiquei uma reunião de contos chamada O amor e

o escarro, mas nem conto porque não coloquei ISBN, nem código de barras, somente mandei para a gráfica e vendi para os amigos, foi uma verdadeira produção independente. Meu romance de estreia foi Coração venal em 2002.


  • Quantos livros já têm publicado? Quais?

Publiquei o livro de contos O amor e o escarro e o conto "Trajédia junina" numa coletânea da Editora Mais prosa ainda (2001); o romance Coração venal (2002); os infantis Moleque João e o Rio Sarapuí e O menino da Portela (2003); o conto "A boneca" na antologia Sinistro e o conto "Manuscrito de viagem" na antologia Solarium (2009) e o romance Vagando na noite perdida (2010).



  • Jorge é autor do romance Vagando na noite perdida. Gostaria de falar um pouco da sua obra?

Vagando na noite perdida se passa no final da década de 90, é todo narrado em tempo presente e em primeira pessoa onde o narrador-personagem, após matar Gisele, com quem tinha um caso e vivia numa hospedagem barata na Lapa, sai pela noite vagando pelas ruas do centro e enquanto se depara com os seres mais bizarros da madrugada vai relembrando toda a sua trajetória de família classe média e as causas que lhe levarama perder tudo como o jogo e a bebida.

  • Seu romance Vagando na noite perdida tem a Lapa como cenário. Por que a Lapa?

Conheci a Lapa quando ainda era adolescente nos anos 80, naquela época um lugar bem sórdido e perigoso, repleto de pivetes, prostitutas e travestis. Apesar disso, aquele lugar me fascinava. O que estaria por trás daquelas pessoas que ali viviam? O lugar começou a ser revitalizado no início do século 21, tanto que Vagando na noite perdida se passa no tempo em que a Lapa ainda era um local escuro e perigoso.

  • Como é o seu protagonista?

Um homem culto, de classe média, mas que o vício e a indolência o fizeram perder tudo e se envolver com pessoas que não eram de seu nível. Um personagem muito atual.

  • O que "Vagando na noite perdida" significa para você?

Significa mais uma conquista na minha carreira literária

  • O que você acha que ele transmite?

Transmite essa sensação de solidão existente nos grandes centros urbanos, onde as pessoas se sentem sozinhas e abandonadas mesmo rodeadas de pessoas.

  • Está escrevendo um novo romance?

Sim, estou escrevendo um romance chamado Rubras memórias, um cruzamento entre ficção e história, mas ainda está bem no começo.


  • Em que projeto está trabalhando agora?

Além de estar escrevendo mais um romance, estou concluindo as disciplinas no meu mestrado em Literatura na UERJ e estou com um projeto teatral, um monólogo chamado Bodas de estanho, estrelado pela atriz Karla Duarta e dirigida por Edvard Vasconcelos. A peça deve estrear no ano que vem e ser apresentada nos teatros de Minas e Rio. Continuo escrevendo peças para Zaira Zambelli que tem um curso de teatro, eu olho os alunos e escrevo uma peça com personagens de acordo com o perfil de cada um.

  • Qual é o seu gênero preferido?

Gosto de todos, leio todos os gêneros. Escrevo romance, contos, peças teatrais e poesia, pode ver no meu blog: www.jemagalhaes.blogspot.com

  • Qual o livro que está lendo no momento?

Estou relendo Amor de perdição, de Camilo Castelo Branco.

  • Como você vê a literatura na internet?

É bom que dá a oportunidade para todos mostrarem seus trabalhos.

  • O que você acha do mercado editorial para os novos escritores. Na sua opinião, há mercado para tal atividade?

O mercado editorial ainda é algo muito complicado para quem é desconhecido mas, com a informatização baixou muito o custo de publicação. Publicar hoje em dia não é o mais difícil e sim fazer com que sua obra fique conhecida pelo grande público.

  • Qual a sua opinião sobre a forma de publicação no Brasil, onde pouquíssimos são escolhidos pela editoras.

É difícil avaliar ou julgar porque a editora é uma empresa e não quer ter prejuízo, por isso sabe melhor do que nós o que é vendável ou não.

  • O que você diria aqueles que estão começando?

Antes de tudo fazer uma auto-análise, como: É isso mesmo que eu quero?, pois para escrever e querer divulgar seu tarablho, tem q se dedicar muito, viver quase para esse objetivo.

  • Em sua opinião, quais as obras que representam verdadeiros marcos da literatura Brasileira?

Para mim o maior escritor brasileiro de todos os tempos é Machado de Assis e suas melhores obras são: Memórias póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Dom Casmurro.

  • E Mundial?

Tem vários como Eça de Queirós, Dostoievsky, Zolá, Shakespeare, mas para mim, a maior obra de todos os tempos é a epopeia Os lusíadas, de Luís de Camões.

  • Como você vê a literatura feminina?

Como uma boa literatura de entretenimento. Uma leitura simples que pode estimular muitas pessoas ao hábito de ler.

  • Qual a função do escritor?

Fazer com que seus leitores viajem através das palavras.

  • Já participou de concursos literários? O que vc acha deles?

Sim, já participei, é uma boa forma do escritor divulgar o seu trabalho.

  • Recebeu algum prêmio?

Ainda não, espero um dia receber.

  • Você foi um dos jurados do I concurso Literário Autores. O que achou da experiência?

Foi uma experiência muito boa ver novas tendências literárias e poder contribuir para a divulgação da Literatura Brasileira.

  • Como o teatro surgiu em sua vida?

Em 1983, quando eu tinha 11 anos, minha falecida madrinha me deu de presente três livros de peças teatrais numa livraria que tinha ao lado do Teatro Glauce Rocha, Teatro de Nelson Rodrigues, Teatro de Maria Claro Machado e O berço do herói, de Dias Gomes, que 2 anos depois fizeram a novela Roque Santeiro, baseada na peça. Fiquei encantado em ler as peças teatrais e decidi que um dia escreveria minhas próprias peças.

  • Como começou a escrever para o teatro?

Depois de alguns escritos da infância e adolescência, escrevi minha primeira peça aos 19 anos, chamava-se Festa de debutante que em 1999 foi lida na Sociedade Brasileira dos autores teatrais (SBAT) num projeto chamado "Gavetas abertas", de lá para cá foram cerca de 34 peças escritas e 16 encenadas.

  • Fale um pouquinho sobre “Os caras de palco”.

Trabalho com Zaira Zambelli desde 2006. A primeira peça que montei foi em 2004, era um monólogo chamado Uma vez Rita Davis. No ano seguinte me juntei com dois amigos atores e um outro que estudava direção teatral e montamos minha peça O parlatório, mas como sou apenas escritor, os dois trabalhos não ficaram do jeito que queria. Minha mulher sugeriu que eu escrevesse para algum grupo teatral ou curso de teatro, foi então que conheci a atriz e diretora Zaira Zambelli, que ministra um excelente curso de teatro em Copacabana e comecei a escrever para ela. De lá para cá foram 14 peças. Este ano foram montadas duas peças que escrevi para ela: Tia Plácida e Os caras de palco.

Os caras de palco foi livremente inspirada na peça O mambembe, de Arthur Azevedo e fala sobre um grupo teatral que vai fazer uma apresentação numa cidade interior e lá se depara com vários problemas como os interesses políticos locais e a falta de recurso. O interessante foi ter a experiência nova de fazer uma metalinguagem, ou seja, o teatro dentro do teatro. As pessoas gostaram muito do texto, da direção e da atuação dos atores. Aliás, elogiaram tanto Os caras de palco quanto Tia Plácida.

  • Qual a situação atual do teatro no Brasil?
Falta interesse do público por coisas novas, pelo trabalho de novos autores. Podemos perceber que qualquer grupode teatro, profissional ou amador, a maioria das vezes, encenam textos já consagrados, ou quando aparece algo inédito é feito por alguém famoso. Mas creio que aos poucos essa mentalidade vai mudar, não é da noite para o dia.

  • O que você acha do PROLER (Programa Nacional de Incentivo à leitura)?

Qualquer projeto que incentive a leitura é válido, porém, acho que o governo poderia fazer muito mais para incentivar a leitura em nosso país.

  • Que sites você frequenta para compartilhar informação e experiência?

Às vezes entro no Portal Literal ou em blogs de novos escritores.

  • Quais são seus próximos projetos?

Além de escrever mais peças para a Zaira, tenho o projeto de montar minha peça Bodas de estanho e publicar meu romance O retrato de Perpétua onde misturo prosa, poesia e teatro.





Blog:

www.jemagalhaes.blogspot.com


O novo romance Vagando na noite perdida,

está à venda pelo site:
http://www.editoramultifoco.com.br/catalogo2.asp?lv=257

14 de fev. de 2010

Paulo Tadeu, dono e fundador da Editora Matrix

vejapontocom
18 dez. 2009





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18 dez. 2009