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29 de jul. de 2014

100 melhores livros de todos os tempos


  1. Guerra e Paz, Liev Tolstói, 1869
  2. 1984, George Orwell, 1949
  3. Ulisses, James Joyce, 1922
  4. Lolita, Vladímir Nabókov, 1955
  5. O Som e a Fúria, William Faulkner, 1929
  6. O Homem Invisível, Ralph Ellison, 1952
  7. Rumo ao Farol, Virginia Woolf, 1927
  8. Ilíada e Odisseia, Homero, século VIII a.c.
  9. Orgulho e Preconceito, Jane Austen, 1813
  10. A Divina Comédia, Dante Alighieri, 1321
  11. Os Contos de Cantuária, Geoffrey Chaucer, século XV
  12. As Viagens de Gulliver, Jonathan Swift, 1726
  13. A Vida Era Assim em Middlemarch, George Eliot, 1874
  14. Quando Tudo se Desmorona, Chinua Achebe, 1958
  15. O Apanhador no Campo de Centeio, J. D. Salinger, 1951
  16. E Tudo o Vento Levou, Margaret Mitchell, 1936
  17. Cem Anos de Solidão, Gabriel García Márquez, 1967
  18. O Grande Gatsby, Scott Fitzgerald, 1925
  19. Catch 22, Joseph Heller, 1961
  20. A Amada, Toni Morrison, 1987
  21. As Vinhas da Ira, John Steinbeck, 1939
  22. Os Filhos da Meia-Noite, Salman Rushdie, 1981
  23. Admirável Mundo Novo, Aldous Huxley, 1932
  24. Mrs. Dalloway, Virgínia Woolf, 1925
  25. O Filho Nativo, Richard Wright, 1940
  26. Da Democracia na América, Alexis de Tocqueville, 1835
  27. A Origem das Espécies, Charles Darwin, 1859
  28. Histórias, Heródoto, 440 a.c.
  29. O Contrato Social, Jean-Jacques Rosseau, 1762
  30. O Capital, Karl Marx, 1867
  31. O Príncipe, Nicolau Maquiavel, 1532
  32. Confissões, Santo Agostinho, século IV
  33. Leviatã, Thomas Hobbes, 1651
  34. História da Guerra do Peloponeso, Tucídides, 431 a.c.
  35. O Senhor dos Anéis, J.R.R. Tolkien, 1954
  36. Winnie The Pooh, A. A. Milne, 1926
  37. O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, C. S. Lewis, 1950
  38. Passagem para a Índia, E. M. Forster, 1924
  39. On the Road, Jack Kerouac, 1957
  40. Por Favor Não Matem a Cotovia, Harper Lee, 1960
  41. A Bíblia Sagrada
  42. Laranja Mecânica, Anthony Burgess, 1962
  43. Luz em Agosto, William Faulkner, 1932
  44. As Almas da Gente Negra, W. E. B. Du Bois, 1903
  45. Vasto Mar de Sargaços, Jean Rhys, 1966
  46. Madame Bovary, Gustave Flaubert, 1857
  47. O Paraíso Perdido, John Milton, 1667
  48. Anna Kariênina, Liev Tolstói, 1877
  49. Hamlet, William Shakespeare, 1603
  50. Rei Lear, William Shakespeare, 1608
  51. Otelo, William Shakespeare, 1622
  52. Sonetos, William Shakespeare, 1609
  53. Folhas de Relva, Walt Whitman, 1855
  54. As Aventuras de Huckleberry Finn, Mark Twain, 1885
  55. Kim, Rudyard Kipling, 1901
  56. Frankenstein, Mary Shelley, 1818
  57. Song of Solomon, Toni Morrison, 1977
  58. Voando Sobre um Ninho de Cucos, Ken Kesey, 1962
  59. Por Quem os Sinos Dobram, Ernest Hemingway, 1940
  60. Matadouro 5, Kurt Vonnegut, 1969
  61. Animal Farm, George Orwell, 1945
  62. O Deus das Moscas, William Golding, 1954
  63. A Sangue Frio, Truman Capote, 1965
  64. O Caderno Dourado, Doris Lessing, 1962
  65. Em Busca do Tempo Perdido, Marcel Proust, 1913
  66. À Beira do Abismo, Raymond Chandler, 1939
  67. Enquanto Agonizo, William Faulkner, 1930
  68. O Sol Também se Levanta, Ernest Hemingway, 1926
  69. Eu, Cláudio, Robert Graves, 1934
  70. Coração, Solitário Caçador, Carson McCullers, 1940
  71. Filhos e Amantes, D. H. Lawrence, 1913
  72. All The King's Men, Robert Penn Warren, 1946
  73. Go Tell It on The Mountain, James Baldwin, 1953
  74. A Menina e o Porquinho, E. B. White, 1952
  75. O Coração das Trevas, Joseph Conrad, 1902
  76. Noite, Elie Wiesel, 1958
  77. Corre, Coelho, John Updike, 1960
  78. A Idade da Inocência, Edith Wharton, 1920
  79. O Complexo de Portnoy, Philip Roth, 1969
  80. Uma Tragédia Americana, Theodore Dreiser, 1925
  81. O Dia dos Gafanhotos, Nathanael West, 1939
  82. Trópico de Câncer, Henry Miller, 1934
  83. O Falcão Maltês, Dashiell Hammett, 1930
  84. Mundos Paralelos, Philip Pullman, 1995
  85. Death Comes for the Archbishop, Willa Cather, 1927
  86. A Interpretação dos Sonhos, Sigmund Freud, 1900
  87. A Educação de Henry Adams, Henry Adams, 1918
  88. O Livro Vermelho, Mao Tsé Tung, 1964
  89. As Variedades da Experiência Religiosa, William James, 1902
  90. Reviver o Passado em Brideshead, Evelyn Waugh, 1945
  91. A Primavera Silenciosa, Rachel Carson, 1962
  92. A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, John M. Keynes, 1936
  93. Lord Jim, Joseph Conrad, 1900
  94. Goodbye to All That, Robert Graves, 1929
  95. A Sociedade da Abundância, John Kenneth Galbraith, 1958
  96. O Vento nos Salgueiros, Kenneth Grahame, 1908
  97. A Autobiografia de Malcolm X, Alex Haley e Malcolm X, 1965
  98. Eminent Victorians, Lytton Strachey, 1918
  99. A Cor Púrpura, Alice Walker, 1982
  100. Memórias da Segunda Guerra Mundial, Winston Churchill, 1948

http://acervo.revistabula.com/posts/listas/100-melhores-livros-de-todos-os-tempos-lista-das-listas

18 de jul. de 2014

Os 100 livros do século XX

A listagem Os 100 livros do século do Le Monde é uma lista de livros considerados como os cem melhores do século XX, compilada na primavera de 1999 através de uma sondagem da empresa francesa de distribuição de bens culturais Fnac e do jornal parisiense Le Monde.

Os 100 livros do século
n.º Título Autor Ano
1 O estrangeiro Albert Camus Nobel prize medal mod.png 1942
2 Em Busca do Tempo Perdido Marcel Proust 1913–1927
3 O Processo Franz Kafka 1925
4 (Portugal) O Principezinho
(Brasil) O Pequeno Príncipe Antoine de Saint-Exupéry 1943
5 A condição humana André Malraux 1933
6 Viagem ao fundo da noite Louis-Ferdinand Céline 1932
7 As Vinhas da Ira John Steinbeck Nobel prize medal mod.png 1939
8 Por Quem os Sinos Dobram Ernest Hemingway Nobel prize medal mod.png 1940
9 O Bosque das Ilusões Perdidas Alain-Fournier 1913
10 A Espuma dos Dias (filme) Boris Vian 1947
11 O Segundo Sexo Simone de Beauvoir 1949
12 Esperando Godot Samuel Beckett Nobel prize medal mod.png 1952
13 O Ser e o Nada Jean-Paul Sartre [Nobel prize medal mod.png] 1943 14 O Nome da Rosa Umberto Eco 1980
15 Arquipélago Gulag Alexander Soljenítsin Nobel prize medal mod.png 1973
16 Paroles (em francês) Jacques Prévert 1946
17 Álcoois Guillaume Apollinaire 1913
18 O Lótus Azul Hergé 1936
19 Diário de Anne Frank Anne Frank 1947
20 Tristes Trópicos Claude Lévi-Strauss 1955
21 Admirável Mundo Novo Aldous Huxley 1932
22 Mil Novecentos e Oitenta e Quatro George Orwell 1949
23 Asterix o Gaulês René Goscinny e Albert Uderzo 1959
24 A Cantora lirica careca Eugène Ionesco 1952
25 Drei Abhandlungen zur Sexualtheorie (em alemão) Sigmund Freud 1905
26 A Obra ao Negro A Obra em Negro Marguerite Yourcenar 1968
27 Lolita Vladimir Nabokov 1955
28 Ulisses James Joyce 1922
29 O Deserto dos Tártaros Dino Buzzati 1940
30 Os Moedeiros Falsos André Gide Nobel prize medal mod.png 1925
31 Le Hussard sur le toit (em francês) Jean Giono 1951
32 Belle du Seigneur (em francês) Albert Cohen 1968
33Cem Anos de Solidão Gabriel García Márquez Nobel prize medal mod.png 1967
34 O Som e a Fúria William Faulkner Nobel prize medal mod.png 1929
35 Thérèse Desqueyroux (em francês) François Mauriac Nobel prize medal mod.png 1927
36 Zazie no metrô Raymond Queneau 1959
37 Confusão de Sentimentos Stefan Zweig 1927
38 (Portugal) E Tudo o Vento levou (Brasil) …E o Vento Levou Margaret Mitchell 1936
39 O Amante de Lady Chatterley D. H. Lawrence 1928
40 A Montanha Mágica Thomas Mann Nobel prize medal mod.png 1924
41 Bom dia, Tristeza Françoise Sagan 1954
42 Le Silence de la mer (em francês) Vercors 1942
43 A vida: modo de usar Georges Perec 1978
44 O Cão dos Baskervilles Arthur Conan Doyle 1901–1902
45 Sob o Sol de Satã Georges Bernanos 1926
46 O Grande Gatsby F. Scott Fitzgerald 1925
47 A Brincadeira Milan Kundera 1967
48 O Desprezo (filme) Alberto Moravia 1954
49 O Assassinato de Roger Ackroyd Agatha Christie 1926
50 Nadja André Breton 1928
51 Aurélien (em francês) Louis Aragon 1944
52 Le Soulier de satin (em francês) Paul Claudel 1929
53 Seis Personagens à Procura de um Autor Luigi Pirandello Nobel prize medal mod.png 1921
54 A Resistível Ascensão de Arturo Ui Bertolt Brecht 1959
55 Vendredi ou les Limbes du Pacifique (em francês) Michel Tournier 1967
56 A Guerra dos Mundos H. G. Wells 1898
57 Portugal Se Isto É um Homem (Brasil) É isso um Homem? Primo Levi 1947
58 O Senhor dos Anéis J. R. R. Tolkien 1954–1955
59 Les Vrilles de la vigne (em francês) Colette 1908
60 Capital da dor Paul Éluard 1926
61 Martin Eden Jack London 1909
62 A Balada do Mar Salgado Hugo Pratt 1967
63 O Grau Zero da Escrita Roland Barthes 1953
64 A honra perdida de Katrarina Blum Heinrich Böll Nobel prize medal mod.png 1974
65 A Costa das Sirtes Julien Gracq 1951
66 As palavras e as coisas Michel Foucault 1966
67 Pé na estrada Jack Kerouac 1957
68A Maravilhosa Viagem de Nils Holgersson através da Suécia Selma Lagerlöf Nobel prize medal mod.png 1906–1907
69 A Room of One's Own (em inglês) Virginia Woolf 1929
70 Crônicas Marcianas Ray Bradbury 1950 71 O deslumbramento de Lol V. Stein Marguerite Duras 1964
72 O Processo de Adão Pollo J. M. G. Le Clézio Nobel prize medal mod.png 1963
73 Tropismes (em francês) Nathalie Sarraute 1939
74 Jornal Jules Renard 1925
75 Lord Jim Joseph Conrad 1900
76 Escritos Jacques Lacan 1966
77 O Teatro e seu Duplo Antonin Artaud 1938
78 Manhattan Transfer (em inglês) John Dos Passos 1925
79 Ficções Jorge Luis Borges 1944
80 Moravagine (em francês) Blaise Cendrars 1926
81 O General do Exército Morto Ismail Kadare 1963
82 A Escolha de Sofia William Styron 1979
83 Romancero Gitano Federico García Lorca 1928
84 Pietr-le-Letton (em francês) Georges Simenon 1931
85 Nossa Senhora das Flores Jean Genet 1944
86 O Homem sem Qualidades Robert Musil 1930–1932
87 Fureur et mystère (em francês) René Char 1948
88 (Portugal) À Espera no Centeio
(Portugal) Uma Agulha num Palheiro
(Brasil) O Apanhador no Campo de Centeio J. D. Salinger 1951
89 No Orchids For Miss Blandish (em inglês) James Hadley Chase 1939
90 Blake & Mortimer Edgar P. Jacobs 1950
91 Os Cadernos de Malte Laurids Brigge Rainer Maria Rilke 1910
92 La Modification (em francês) Michel Butor 1957
93 As origens do totalitarismo Hannah Arendt 1951
94 (Portugal) Margarida e o Mestre
(Brasil) O Mestre e Margarida Mikhail Bulgakov 1967
95 (Portugal) Rosa-Crucificação
(Brasil) Crucificação Encarnada Henry Miller 1949–1960
96 (Portugal) À Beira do Abismo
(Brasil) O sono eterno Raymond Chandler 1939
97 Amers (em francês) Saint-John Perse Nobel prize medal mod.png 1957
98 Gastão André Franquin 1957
99 Debaixo do Vulcão Malcolm Lowry 1947
100 Os Filhos da Meia-Noite Salman Rushdie 1981

FONTE:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Os_100_livros_do_s%C3%A9culo_do_Le_Monde

14 de mai. de 2014

50 frases clássicas de escritores célebres

Abaixo, em ordem de alfabética, as 50 frases escolhidas, sem repetir autores.

“Não vemos as coisas como elas são, mas como nós somos.”
Anaïs Nin

“A moral é a debilidade do cérebro.”
Arthur Rimbaud

“O que realmente deixa um homem lisonjeado é o fato de você o considerar digno de adulação.”
Bernard Shaw

“Há livros escritos para evitar espaços vazios na estante.”
Carlos Drummond de Andrade

“Respirar é uma doença!”
Charles Bukowski

“Engolimos de uma vez a mentira que nos adula e bebemos gota a gota a verdade que nos amarga.”
Denis Diderot

“Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo.”
Eça de Queiróz

“Felicidade em pessoas inteligentes é a coisa mais rara que conheço.”
Ernest Hemingway

“Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer.”
Fernando Pessoa

“A mentira é o único privilégio do homem sobre todos os outros animais.”
Fiódor Dostoiévski

“Ninguém pode ser sábio de estômago vazio.”
George Eliot “Em tempos de embustes universais, dizer a verdade se torna um ato revolucionário.”
George Orwell

“Algo deve mudar para que tudo continue como está.”
Giuseppe Tomasi di Lampedusa

“Tenha cuidado com a tristeza. É um vício.”
Gustave Flaubert

“Não há mentira pior do que uma verdade mal compreendida por aqueles que a ouvem.”
Henry James

“É permissível a cada um de nós morrer pela sua fé, mas não matar por ela.”
Hermann Hesse

“É pecado pensar mal dos outros, mas raramente é engano.”
H. L. Mencken

“É tão absurdo dizer que um homem não pode amar a mesma mulher toda a vida, quanto dizer que um violinista precisa de diversos violinos para tocar a mesma música.”
Honoré de Balzac

“Os criacionistas fazem com que uma teoria pareça uma coisa que se inventou depois de beber a noite inteira.”

Isaac Asimov
“A verdadeira função do homem é viver, não existir.”
Jack London

“A única exigência que faço aos meus leitores é que devem dedicar as suas vidas à leitura das minhas obras.”
James Joyce

“Quem é que quer flores depois de morto?”
J. D. Salinger

“A democracia é um erro estatístico, porque na democracia decide a maioria e a maioria é formada de imbecis.”
Jorge Luis Borges

“Viver é negócio muito perigoso.”
João Guimarães Rosa

“Luz, mais luz.”
Johann Wolfgang von Goethe

“O horror! O horror!”
Joseph Conrad

“Um pouco de desprezo economiza bastante ódio.”
Jules Renard

“Ser valente é muito mais fácil do que ser homem.”
Julio Cortázar

“O ciúme é um latido que atrai cães.”
Karl Kraus

“Humanista é uma pessoa com grande interesse pelos seres humanos. Meu cachorro é humanista.”
Kurt Vonnegut

“Todas as famílias felizes se parecem; cada família infeliz é infeliz à sua maneira.”
Liev Tolstói

“A solidão é a mãe da sabedoria.”
Laurence Sterne

“Estar sozinho é treinarmo-nos para a morte.”
Louis-Ferdinand Céline

“Assim é, se lhe parece”.
Luigi Pirandello

“Para os peixinhos do aquário, quem troca a água é Deus.”
Mario Quintana “Aquele que lê maus livros não leva vantagem sobre aquele que não lê livro nenhum.” Mark Twain

“Não há regra sem exceção.”
Miguel de Cervantes

“Toda mulher gosta de apanhar.”
Nelson Rodrigues

“Quanto mais sublimes forem as verdades mais prudência exige o seu uso; senão, de um dia para o outro, transformam-se em lugares comuns e as pessoas nunca mais acreditam nelas.”
Nikolai Gógol

“Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.”
Oscar Wilde

“Qual é a tarefa mais difícil do mundo? Pensar.”
Ralph Waldo Emerson

“A política talvez seja a única profissão para a qual não se julga necessária uma preparação.”
Robert Louis Stevenson

“Quando uma pessoa sofre um delírio, se chama loucura. Quando muitas pessoas sofrem um delírio, isso se chama religião.”
Robert M. Pirsig

“Não há nenhum pensamento importante que a burrice não saiba usar, ela é móvel para todos os lados e pode vestir todos os trajes da verdade.”
Robert Musil

“Respirei fundo e escutei o velho e orgulhoso som do meu coração. Eu sou, eu sou, eu sou.”
Sylvia Plath

“Nada inspira mais coragem ao medroso do que o medo alheio.”
Umberto Eco

“Nossa existência não é mais que um curto circuito de luz entre duas eternidades de escuridão.”
Vladimir Nabókov

“A gargalhada é o sol que varre o inverno do rosto humano.”
Victor Hugo

“Devemos julgar um homem mais pelas suas perguntas que pelas respostas.”
Voltaire

“A vida é uma história contada por um idiota, cheia de som e de fúria, sem sentido algum.”
William Shakespeare

http://www.revistabula.com/324-50-frases-classicas-de-escritores-celebres/

20 de out. de 2013

Escritora canadense Alice Munro ganha o prêmio Nobel de Literatura 2013

"Mestre dos contos", autora de "Felicidade Demais" é a 13ª mulher a receber o prêmio desde 1901 




 A escritora canadense Alice Munro, 82 anos, ganhou nesta quinta-feira (10) o prêmio Nobel de Literatura, atribuído pela Real Academia Sueca de Ciências. Definida pelo comitê como "mestre dos contos contemporâneos", ela é a 13ª mulher a ganhar o prêmio, que começou a ser entregue em 1901.

 A Real Academia disse não ter conseguido falar com Munro antes do anúncio oficial, como é de costume, e optado por deixar uma mensagem na caixa postal. Horas depois, em entrevista à imprensa canadense, a autora disse ter ficado surpresa com o prêmio, que definiu como "maravilhoso". "Sabia que estava no páreo, sim, mas nunca pensei que ganharia." 

 Munro tem obras traduzidas para mais de dez idiomas. No Brasil, foram publicados os livros "Ódio, amizade, namoro, amor, casamento" (2004), "Fugitiva" (2006), "Felicidade Demais" (2010) e "O Amor de Uma Boa Mulher" (2013).

 Para 2014, estão previstos os lançamentos de "Selected Stories", publicado originalmente em 1996, "The View of Castle Rock", de 2006, e o relançamento de "Ódio, amizade, namoro, amor, casamento".

 Munro também é conhecida pelo conto "The Bear Came Over the Mountain", publicado na revista norte-americana "The New Yorker", que em 2006 foi adaptado pela também canadense Sarah Polley para o cinema. "Longe Dela", escrito e dirigido por Polley e estrelado por Julie Christie, recebeu duas indicações ao Oscar.

 Antes do Nobel, Munro ganhou outros prêmios importantes como o Man Booker International Prize pelo conjunto da obra, o Commonwealth Writers’ Prize e o American National Book Critics Circle Award.


 Trajetória 

 Munro nasceu em 10 de julho de 1931 na província canadense de Ontario, onde se passam grande parte de seus contos. Sua mãe era professora e o pai, fazendeiro.

 Após terminar o colegial, começou a estudar Jornalismo e Inglês na Universidade de Western Ontario, mas abandonou a faculdade quando se casou com James Munro em 1951. O casal se mudou para Victoria, onde abriu uma livraria.

 Embora tenha começado a escrever na adolescência, Munro só publicou seu primeiro livro, "Dance of the Happy Shades", em 1968. A obra recebeu o Governor General's Awards, prêmio entregue pelo Conselho Canadense para as Artes. Sua coleção de contos mais recente é "Dear Life", de 2012.

 "Suas histórias muitas vezes se passam em cidades pequenas, onde a luta por uma existência socialmente aceitável costuma resultar em relacionamentos estremecidos e conflitos morais - problemas que passam por diferenças de gerações e conflito de ambições", escreveu a Real Academia, em nota.

 "Seus textos costumam narrar eventos cotidianos, mas decisivos, como epifanias que iluminam a história ao redor e permitem que questões existenciais apareçam", completou.

 Munro, que vive em Clinton, perto do local onde nasceu, afirmou recentemente que pretende abandonar a escrita. Ela já havia feito comentário semelhante em 2006, antes da publicação de "Dear Life", mas, em entrevista ao jornal "The New York Times" em julho, ela garantiu que desta vez é verdade: "Pode apostar dinheiro nisso." 

 Outros prêmios 

 Este ano, o Nobel de Física foi para François Englert e Peter W. Higgs, por suas descobertas teóricas sobre como as partículas subatômicas adquirem massa; o de Química para Martin Karplus, Michael Levitt e Arieh Warshel, pesquisadores de modelos complexos; e o de Medicina para James E. Rothman, Randy W. Schekman e Thomas C. Südhof, por descobertas que ajudam a compreender o diabetes.

 O vencedor do Nobel da Paz, o único que é entregue fora de Estocolmo, será anunciado em Oslo, na Noruega, na sexta-feira (11). Três dias depois, a divulgação do ganhador em Economia encerrará a rodada de prêmios, que serão entregues no dia 10 de dezembro, data da morte do fundador do prêmio, o sueco Alfred Nobel, químico, engenheiro e industrial, conhecido também pela invenção da dinamite.


 


Veja a lista dos últimos ganhadores do Nobel de Literatura: 

  •  2012: Mo Yan (China) 
  •  2011: Tomas Tranströmer (Suécia) 
  •  2010: Mario Vargas Llosa (Peru) 
  •  2009: Herta Müller (Alemanha) 
  •  2008: Jean-Marie Gustave Le Clézio (França) 
  •  2007: Doris Lessing (Inglaterra) 
  •  2006: Orhan Pamuk (Turquia) 
  •  2005: Harold Pinter (Inglaterra) 
  •  2004: Elfriede Jelinek (Áustria) 
  •  2003: John M. Coetzee (África do Sul) 
  •  2002 : Imre Kertész (Hungria) 


 *Com Agência Brasil

 http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/livros/2013-10-10/canadense-alice-munro-ganha-o-premio-nobel-de-literatura-2013.html

27 de set. de 2012

Literatura brasileira no século 19 circulava pelo mundo

Trocas recíprocas de livros e impressos entre Brasil, França, Portugal e Inglaterra na época contrariam o paradigma do atraso e dependência cultural do país
Elton Alisson, da


Já no início do século 19 um leitor no Rio de Janeiro podia encomendar um livro recém-lançado em Paris, na França, e recebê-lo em 28 dias, que era o tempo que a obra necessitava para ser transportada por navio até o Brasil e que equivale, aproximadamente, ao mesmo prazo que empresas de comércio eletrônico estrangeiras, como a norte-americana Amazon, levam para entregar uma obra hoje no país quando não encomendada pelo sistema de correio expresso.

Na mesma época, obras de autores brasileiros, como Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga (1744-1810), foram traduzidas para o francês, o italiano, o latim e o russo, a exemplo do que ocorre atualmente com os livros mais lidos no mundo, que são lançados quase que simultaneamente em diferentes idiomas.
Como os exemplos demonstram, a globalização da cultura não é um processo que se iniciou no século 20, com o advento das tecnologias de informação e comunicação. Mas remonta ao início do século 16 – quando espanhóis e portugueses começaram a viajar pelo globo – e se intensificou no século 19, quando os livros e impressos começaram a circular pelo mundo, criando uma forma especial de conexão entre as pessoas em diferentes partes do planeta, tal como a internet faz hoje.

De modo a estudar o fenômeno sob uma perspectiva transnacional, pesquisadores do Brasil, Portugal, França e Inglaterra iniciaram um Projeto Temático, com apoio da Fapesp, com o objetivo de conhecer melhor os impressos e as ideias que circulavam entre os quatro países entre 1789 a 1914.

No período, que ficou conhecido como o “longo século 19”, houve uma notável ampliação do público leitor e mudanças tecnológicas, como a ampliação da rede ferroviária europeia e o desenvolvimento dos navios a vapor, que facilitaram a divulgação e a circulação dos impressos pelas diferentes partes do globo. http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/entretenimento/noticias/literatura-brasileira-no-seculo-19-circulava-pelo-mundo

16 de abr. de 2012

Pesquisa revela aumento no índice de leitura entre crianças

Você sabia que 18 de abril é o Dia Nacional do Livro Infantil? Há uma boa notícia para comemorar essa data! A pesquisa "Retratos da Leitura no Brasil", divulgada pelo Instituto Pró-Livro em 2008, mostra que o índice de leitura entre crianças acima de 5 anos cresceu. Segundo o levantamento, a taxa de leitura por pessoa foi de 4,7 livros lidos por ano. Em 2000, foi apenas de 1,8 livro.


O estudo também aponta que a maioria das obras lidas foi indicada pela escola (incluindo os didáticos). Entre os gêneros preferidos pela garotada estão a literatura infantil e a história em quadrinhos.

Outro dado interessante: crianças e jovens leem mais que adultos. Leitores entre 11 e 13 anos leem, em média, 8,5 livros por ano. Já entre as pessoas na faixa etária dos 30 anos, a taxa cai para 4,2 livros.

A leitura de livros na infância é muito importante porque é a porta de entrada para mundo da escrita. Regina Scarpa, coordenadora pedagógica de NOVA ESCOLA explica: "Para as crianças pequenas, a escrita é apenas um conjunto de marcas em folhas de papel. Um adulto, ao ler uma história para crianças, faz com que essas marcas ganhem vida e os pequenos tenham acesso a tudo que mora dentro dos livros, como os contos de fadas e as lendas".

MONTEIRO LOBATO

O Dia Nacional do Livro Infantil foi criado em 2002. A data escolhida é o nascimento de Monteiro Lobato, um dos maiores escritores da literatura infantil no Brasil. Entre suas obras estão O Pica-pau Amarelo, O Saci e Dom Quixote das crianças.

DICAS DE LEITURA

A CASA SONOLENTA, Audrey Wood, 32 págs., Ed. Ática
A ARCA DE NOÉ, Vinícius de Moraes, 64 págs., Ed. Cia. das Letras
MICO MANECO, Ana Maria Machado, 24 págs., Ed. Salamandra
EU GOSTO MUITO, Ruth Rocha e Dora Lorch, 16 págs., Ed. Ática
DE QUE COR VOCÊ É?, Corinne Albaut e Virginie Guérin, 12 págs., Ed. Salamandra
O GRANDE LIVRO DOS LOBOS, Vários autores, 120 págs., Companhia Editora Nacional
CADÊ CLARISSE?, Sônia Rosa, 18 págs., Ed. DCL
TRAQUINAGENS E ESTRIPULIAS, Eva Furnari, 32 págs., Ed. Global
QUEM PEGOU O PÃO DA CASA DO JOÃO?, Bia Villela, 24 págs., Ed. Paulinas
QUEM TEM MEDO DE CACHORRO?, Ruth Rocha, 24 págs., Ed. Global
UM PASSEIO COM A NUVEM SOFIA, Nicoletta Costa, 10 págs., Ed. Salamandra
HISTORINHAS DE CONTAR, Natha Caputo e Sara Cone Bryant, 128 págs., Ed. Companhia das Letrinhas
HISTÓRIAS COM POESIA, ALGUNS BICHOS E CIA., Duda Machado, 32 págs., Ed. 34
BEM-TE-VI E OUTRAS POESIAS, Lalau, 32 págs., Ed. Companhia das Letrinhas

A CASA DOS RATINHOS, Marie-José Sacré, 8 págs., Ed. Salamandra
DUAS DÚZIAS DE COISINHAS À-TOA QUE DEIXAM A GENTE FELIZ , Otávio Roth, 32 págs., Ed. Ática
O GRANDE RABANETE, Tatiana Belinky, 32 págs., Ed. Moderna
FUTEBOL, TÊNIS... , Svjetlan Junakovic, 24 págs., Ed. Cosac Naify
A GIRAFA QUE COCORICAVA, Keith Faulkner, 12 págs., Ed. Companhia das Letrinhas
MEG, A GATINHA - MUDE A CENA!, Lara Jones, 10 págs., Ed. Salamandra
OH!, Josse Goffin, 52 págs., Ed. Martins Fontes
SEU SONINHO, CADÊ VOCÊ?, Virginie Guérin, 22 págs., Ed. Companhia das Letrinhas
XXII!! 22 BRINCADEIRAS DE LINHAS E LETRAS, Léo Cunha, 32 págs., Ed. Paulinas
TAMBORIM DÁ SEU ESPETÁCULO, Virginie Guérin, 16 págs., Ed. Salamandra BRASILEIRINHOS, Lalau, 32 págs., Ed. Cosac Naify
CARNEIRINHO, CARNEIRÃO, Marie Hélène Gregoire, 8 págs., Ed. Salamandra
MILA MIMOSA, Camila Moody, 20 págs., Ed. DCL
TODO MUNDO VAI AO CIRCO, Gilles Eduar, 36 págs., Ed. Companhia das Letrinhas

13 de abr. de 2012

Retratos da Leitura no Brasil

Veja números da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil por região

29 de março de 2012

De acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro (IPL), a região brasileira que tem a melhor média de livros lidos por ano é a Centro-Oeste, com 2,12 exemplares. Uma importante melhora nesses quatro anos foi identificada nos indicadores de leitura do Nordeste, que aparece na segunda colocação com dois livros por ano.



http://wp.clicrbs.com.br/clicvestibular/2012/03/29/veja-numeros-da-pesquisa-retratos-da-leitura-no-brasil-por-regiao/?topo=77,1,1,,,77

12 de abr. de 2012

A triste radiografia da leitura no Brasil.


(Texto: Márcia Lira)

O engraçado é que o brasileiro tem surpreendido o mundo em tantos aspectos. Desde o fato de eleger um presidente com a história de Lula, depois uma mulher, até os altos números sem tanta quando se fala em internet. O país tem o título de quinta maior população em redes sociais do mundo. No entanto, se o tema é educação, e principalmente, leitura, o problema só se renova.

Sim, estou falando da pesquisa do Instituto Pró-Livro, Retratos da Leitura no Brasil. Um estudo que mostrou que, apesar de mais conectados, os brasileiros estão cada vez menos leitores. Apenas 50% da população pode ser considerada leitora, isso porque o conceito de “leitor” usado é bem amigável: ter lido 1 livro nos últimos três meses.

A grande média dessa meia população leitora é de 4 livros por ano. E os três mais citados têm teor religioso: a Bíblia, Ágape, do pe. Marcelo Rossi, e o best seller A Cabana. É sério. Foram mais de 5 mil entrevistados em 315 municípios.

Não, o preço não é o principal empecilho, segundo as entrevistas, e sim a falta de tempo e de interesse. Tanto é que 75% dos brasileiros nunca frequentaram uma biblioteca. Falta de tempo a gente sabe que é falta de prioridade. Em vez de abrir um livro, há tempo para a atividade preferida que é? Assistir à TV. Ler é um ato que ocupa apenas o sétimo lugar no ranking da preferência.

Aí você pensa: mas se somos um povo tão conectado e lemos tão pouco, talvez um projeto de leitura digital venha bem a calhar. Pode até ser, mas com a consciência de que será um trabalho iniciado praticamente do zero porque a pesquisa mostra que 70% dos entrevistados nunca tinham ouvido falar sobre os livros digitais.

Mas o mais triste é que se achávamos ruim a situação há anos, no comparativo o retrato da leitura no Brasil piorou. No documento divulgado em 2008, a média de livros anualmente era um pouco maior, 4,7, e 7% nunca tinha frequentado a biblioteca, enquanto hoje são 10%.

Então, para onde caminhamos? E o que podemos fazer?

Fonte: http://www.menosumnaestante.com/2012/04/a-triste-radiografia-da-leitura-no-brasil/

28 de mar. de 2012

Morre o escritor e humorista brasileiro Millôr Fernandes

O escritor e humorista brasileiro Millôr Fernandes, criador de um célebre jornal que criticou com ironia a ditadura, morreu aos 88 anos no Rio de Janeiro, informou nesta quarta-feira sua família.

Autor de cerca de 40 romances, obras de teatro, letras de músicas e livros de poesia, Millôr sofreu derrame na noite de terça-feira em seu apartamento. Após o velório, seu corpo será cremado nesta quinta-feira.

O escritor foi um dos fundadores de 'O Pasquim', uma revista humorística e satírica criada em 1968 que usando a ironia conseguiu burlar a censura e criticar o regime militar que imperou no Brasil entre 1964 e 1985.

Millôr Fernandes começou no jornalismo em 1938 com uma coluna na revista 'A Cigarra' que assinava com o pseudônimo Vão Gogo, nome que utilizou durante décadas em diversas publicações, entre elas na revista 'O Cruzeiro', uma das principais brasileiras dos anos 40 e 50.

Posterior a isso, colaborou com importantes veículos, como o 'Jornal do Brasil' e a revista 'Veja'. De sua produção literária sobressaíram obras teatrais, mas também inúmeros contos, fábulas, poesias e romances.

Ele também foi tradutor de obras de William Shakespeare e ainda adaptou para o português textos de Molière, Bertold Brecht, Tennessee Williams, Mario Vargas Llosa, Augusto Monterroso e Darío Fo.

O humorista era conhecido pelo grande público brasileiro por suas frases criativas, que muitas vezes escrevia no formato de haiku (forma poética de origem japonesa) e de quadrinhos, que foram publicados em inúmeros jornais e revistas de todo o país.

Aos 17 anos, o escritor já demonstrava sua ironia inata, ele adotou o nome de Millôr, grafia errada com qual foi registrado. Seus pais queriam batizá-lo quando nasceu em 1923 como Milton. EFE

http://noticias.br.msn.com/artigo.aspx?cp-documentid=33060489

4 de jul. de 2011

Paraty para quem gosta de ler

Uma mão de tinta na fachada branquíssima e pinceladas certeiras nos detalhes coloridos das janelas. Lâmpadas novas nas arandelas, marteladas lá no alto do telhado e um trato especial nas pedras das ruelas históricas. Assim Paraty vai se preparando para o mais badalado evento cultural de seu calendário.

A 9.ª edição da Flip, a disputada Festa Literária Internacional de Paraty, que acontece de 6 a 10 de julho, e levará para a cidadela de 30 mil habitantes outras 20 mil pessoas. Felizardos que terão o privilégio de desfrutar todo o charme do destino em seus dias mais efervescentes.

É no cenário cinematográfico do centro histórico que a Flip ganhará vida. Os tão esperados encontros entre público e escritores - este ano, 18 nacionais e 13 estrangeiros - serão realizados nas enormes tendas instaladas entre as centenas de casarões coloniais, cuidadosamente preservados desde o século 17. Alguns dos eventos também terão como paisagem complementar a baía da cidade, com a característica água esmeralda da chamada Costa Verde do Rio de Janeiro. Ou ainda o Rio Perequê-Açu, bem ao lado da Igreja Matriz.

Entre um bate-papo literário e outro, as opções de divertimento vão de sossegados passeios de barco, um banho de mar, trilhas que levam a cachoeiras e até o desafio de um circuito de arvorismo. Mas todo turista haverá de concordar: é via de regra começar a explorar Paraty percorrendo cada uma das ruelas rústicas que formam os 33 quarteirões da cidade antiga.

De início, se equilibrar entre as pedras que compõem as vias pode ser um ato desajeitado, principalmente porque a sequência sem fim de belíssimas fachadas com traçados simples, mas cheias de cor e com lamparinas delicadas, conduzem o olhar lá para cima. Onde cada detalhezinho arquitetônico impressiona, fascina e promove uma viagem rápida ao Brasil colônia.


TEMPOS DE FESTA

Pode passar a agitação dos cinco dias da Flip que a encantadora atmosfera da cidade permanecerá intacta. O charme inerente e as paisagens sempre inspiradoras tornam o destino (tombado como Patrimônio Histórico Nacional em 1966) especial até mesmo em uma segunda-feira tranquila, pós-feriadão.
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O que não quer dizer que dias sem turistas sejam comuns por lá. Tão logo as fachadas históricas sentem o frescor de novas mãos de tinta, os hotéis começam a lotar novamente - assim como os restaurantes. Isso porque pelo menos outros cinco grandes eventos artísticos de importância nacional serão realizados na cidade ainda em 2011. A Paraty que um dia foi de grande importância para o ciclo do ouro, da cana-de-açúcar e do café, hoje se destaca no turismo. E na vida cultural do País.



SAIBA MAIS:
http://turismo.ig.com.br/destinos_nacionais/2011/06/30/paraty+para+quem+gosta+de+ler+10451696.html

18 de jun. de 2011

A ROUPA NOVA DO REI

Por Gustavo Mutran

Era uma vez um rei, tão exageradamente amigo de roupas novas, que nelas gostava todo o seu dinheiro. Ele não se preocupava com seus soldados, com o teatro ou com os passeios pela floreta, a não ser para exibir roupas novas. Para cada hora do dia, tinha uma roupa diferente. Em vez de o povo dizer, como de costume, com relação a outro rei: “Ele está em seu gabinete de trabalho”, dizia “Ele está no seu quarto de vestir.”

Assim começa o conto “A roupa nova do Rei” de Hans Christian Andersen, escritor dinamarquês de contos e fábulas infantis. Sua contribuição para a literatura infanto-juvenil é importantíssima e, graças a ela, a data de seu nascimento, 2 de abril, é o Dia Internacional do Livro Infanto-juvenil. Além disso, o mais importante prêmio internacional do gênero, O Prêmio Hans Christian Andersen, tem seu nome.

Pois bem, quer me parecer que, antigamente, os homens gostavam de lições morais em livros, anedotas, contos e peças teatrais, vide o clássico “O Conde de Monte Cristo”, de A. Dumas, onde o sofrimento atroz e inocente do personagem título o conduz a uma incrível jornada de autoconhecimento e superação.

Andersen, em “A roupa nova do rei”, não deixa por menos.

Eis que dois alfaiates estrangeiros chegam ao reino do tal rei do título e, rapidamente, espalham aos quatro cantos que são capazes de criar peças em padrões fora do comum, onde o estado de arte de sua criação era o incrível tecido invisível.

Como era de esperar, o rei, sempre negligente com seu povo, logo manda chamar os embusteiros. Fascinado com a lábia dos estrangeiros, apressa-se em encomendar uma peça de roupa soberba com o tal tecido invisível. Para tal empreendimento não pouparia esforços, esvaziou os cofres reais em favor da labuta dos ilustres visitantes:

Os embusteiros pediram mais dinheiro, mais seda e ouro para prosseguir o trabalho. Puseram tudo em suas bolsas. Nem um fiapo foi posto nos teares, e continuaram fingindo que teciam. Algum tempo depois, o rei enviou outro fiel oficial para olhar o andamento do trabalho e saber se ficaria pronto em breve. A mesma coisa lhe aconteceu: olhou, tornou a olhar, mas só via os teares vazios.

- Não é lindo o tecido? Indagaram os tecelões, e deram-lhe as mais variadas explicações sobre o padrão e as cores.

Eu penso que não sou um tolo, refletiu o homem. Se assim fosse, eu não estaria à altura do cargo que ocupo. Que coisa estranha!!”... Pôs-se então a elogiar as cores e o desenho do tecido e, depois, disse ao rei: “É uma verdadeira maravilha!!

Andersen, com este conto, pinta um quadro onde é evidenciada uma situação extrema de orgulho e vaidade. Até onde tais fraquezas morais podem nos conduzir?
A apoteose do conto é o desfile do rei, inteiramente vestido do tecido invisível, ou seja, nu em meio à corte. Apenas uma criança tem coragem de dizer na multidão: “ O rei está nu!”
Das várias facetas morais do conto, podemos pensar em como é barato tirar vantagem da vaidade alheia, pois o enriquecimento relâmpago dos alfaiates trambiqueiros foi feito a custo zero. Bastou a palavra, o verbo, para incendiar o desejo do rei de ser ainda maior e mais vistoso do que os demais.

Além disto, o conto nos fala sobre a relação com o poder. Vemos que a atitude do monarca jamais é questionada, não existem limites ao ego do rei. Sua cegueira é aguda e a submissão e omissão de seus subordinados também. Ninguém quer ser tolo em não enxergar algo tão esplêndido ou pior, ninguém quer perder seu emprego!
O rei nu faz mal aos seus súbitos com sua negligência. Não se trata apenas de posar de ridículo, mas sim de deixar de fazer melhorias significativas por causa da vaidade.
Vemos e ouvimos falar de reis nus todos os dias. Por vezes, somos os próprios personagens centrais dos contos da cegueira coletiva.

Gustavo Mutran é pintor, designer digital e colaborador do Jornal Pôr do Sol.
http://gustavomutran.com

10 de nov. de 2010

Crucificar Monteiro Lobato?






"Que não comece entre nós, banindo um livro infantil do mais brasileiro dos nossos escritores, uma onda do mal, uma nova caça às bruxas, marca de vergonha para nós."

No curso de uma vida somos submetidos a muita insensatez e muita tolice. Nem tudo é Mozart ou Leonardo da Vinci, carinho de amigos e filhos, abraço de pessoa amada. Então, a gente vai ficando calejado, para não expor demais a alma como alguém a quem retiraram a pele, e a quem a mais leve, mais doce brisa parece um fogo cruel. Pois nestes dias me deparo na imprensa com algo que rompeu minhas defesas e me fez duvidar do que estava lendo. reli, mais de uma vez, em mais de um jornal, e ali estava: querem banir das escolas um livro (logo serão todos, logo serão de muitos autores, não importa por que motivo for) de Monteiro Lobato, porque alegadamente contém alusões racistas.
Ora, gente, eu fui nutrida, minha alma foi alimentada, com duas literaturas na infância: os contos de fadas de Andersen e dos irmãos Grimm, e Monteiro Lobato. Duas culturas aparentemente antípodas, mas que se completavam lindamente. Narizinho e Pedrinho moravam no meu quintal. Emília era meu ídolo, irreverente e engraçada. Dona Benta se parecisa com uma de minhas avós, e tia Nastácia era meu sonho de bondade e aconchego. Eu me identificava mais com elas do que com as princesas e fadas dos antiquíssimos contos nórdicos, porque jabuticaba, bolinho, bichos e alegria eram muito mais próximos de mim do que as melancólicas histórias de fadas e bruxas – raiz da minha ficção.
Toda essa introdução é para pedir às autoridades competentes: pelo amor de Deus, da educação e das crianças, e da alma brasileira, não comecem a mexer com nossos autores sob essa desculpa malévola de menções a racismo. Essa semente terá frutos podres: vamos canibalescamente nos devorar a nós mesmos, à nossa cultura, à nossa maneira de convivência entre as etnias.
Com esse perigosíssimo precedente, vamos começar a “limpar”, isto é, deformar muitos livros. Japoneses, árabes, alemães, italianos, poloneses, índios e negros (ou não posso mais usar essas palavra?) sofrem ou podem sofrer ataques racistas. Isso é motivo de penalidades da lei para os racistas, se for o caso. Racismo dói, eu sei disso. Quando menina, certa vez um grupo de crianças nem louras nem de olhos azuis me cercou no pátio da escola, e elas dançavam ao meu redor cantando “alemão batata come queijo com barata”. Não gostei. doeu-me. Hoje acho graça: na hora não foi engraçado.
Mas por isso vamos cavoucar em livros de história e banir os autores – o que só se admite em casos claros de repugnante racismo, não importa contra que raça for, diga-se de passagem? Essa planta rasteira, que vai contaminar nossa cultura, tem de ser cortada pela raiz. Ou a caça às bruxas vai se disseminar feito peste, pois é uma peste, iniciando um processo multiplicador de maldades comandadas por inveja, ou seja o que for, destruir obras, vidas, memórias, e atacar sobretudo as almas infantis como insetos daninhos. Não permitam isso, autoridades responsáveis e competentes: uma vez iniciado, esse processo não terá fim.
O politicamente correto pode ser perigoso e hipócrita. Os meus olhos azuis, como os de um de meus filhos, e os olhos escuros dos outros dois, como os oblíquos dos japoneses e os olhos pretos dos árabes, são todos da família humana, muito maior e mais importante do que suas divisões raciais.
Nem comecem a dar ouvidos a essas buscas mesquinhas por culpados a ser jogados na fogueira: livros queimados foram um dos índices sinistros – ao qual nem todos deram a devida imprtância – da loucura nazista. Muita tragédia começa parecendo natural e desimportante: no início, achava-se Hitler um palhaço frustrado. Deu no que deu, e manchará a humanidade pelos tempos sem fim.
Que não comece entre nós, banindo um livro infantil de Monteiro Lobato, o mais brasileiro dos nossos escritores: será uma onda do mal, uma nova caça às bruxas, marca de vergonha para nós. Não combina conosco. Não combina com um dos lugares nesta conflitada e complicada Terra onde as etnias ainda convivem melhor, apesar dos problemas – devidos em geral à desinformação e à imaturidad: o Brasil.

30 de jan. de 2010

As Mulheres de Willian Shakespeare









Falar de Willian Shakespeare é falar de Elizabeth I. A obra do maior escritor da língua inglesa floresceu sob o reinado dessa mulher. Mulher forte, inteligente, culta, grande apreciadora de arte, principalmente do teatro. Graças a ela, Shakespeare teve a oportunidade necessária para mostrar o Grande Autor que era.


Shakespeare revolucionou o teatro. Oficialmente escreveu 37 peças, 154 sonetos, além de dois longos poemas narrativos (“Vênus e Adônis” e “A violação de Lucrecia”); no entanto há indícios de que tenha colaborado com uma série de outros. Sua obra é magnífica, poética, refinada, popular, completa. Em seus textos há magia, ação, essência humana. Podia ficar horas imersa em seu universo.


Navegou como poucos na natureza humana. Criou grandes personagens. Personagens tão ricos que transcendem as limitações do tempo. Tão marcantes que esquecemos que eles são apenas fictícios, tamanha é sua genialidade. Mergulhando no universo de Shakespeare, percebemos que a MULHER tem um papel de destaque. Seja na tragédia ou na comédia.


Desdêmona (Otelo, o mouro de Veneza), Cordélia (Rei Lear), Julieta (Romeu e Julieta), Helena (Tudo está bem quando termina bem / bom é o que bem acaba), Isabela (Medida por medida), Adriana (A Comédia dos erros); Catarina (A megera domada), Beatriz (Muito barulho por nada), Viola ( Noite de reis), Rosalinda (Como quiseres), Porcia, Jéssica e Nerissa (O mercador de Veneza), Hérnia e Helena (Sonho de uma noite de verão), Gertrude (Hamlet), Imogênia (Cimbeline), Ofélia... todas mulheres de Shakespeare.


As mulheres de Shakespeare têm a língua afiada e personalidade como a “Megera domada”. Podem ser decididas e autoconfiantes. Encantadoras como Julieta ou submissas e obedientes como Desdêmona. Possui qualidades masculina e feminina. Ser independentes, com traços feministas como Catarina e Beatriz. Ou extremamente ambiciosas como Lady Macbeth (Macbeth). Também podem ser doces e castas como Marina (Péricles) e Miranda (A tempestade). As mulheres de Shakespeare são apaixonadas e dispostas a lutar por seu amor como em "Os dois cavalheiros de Verona" . Vestir-se de homens, transgredir costumes, participar de jogos políticos, passar-se por loucas. As mulheres de Shakespeare possuem inúmeras facetas. São inusitadas, enigmáticas, únicas.


Quem não conhece a história dos amantes de Verona? Uma história real que ganhou notoriedade nas mãos do escritor inglês. Julieta, a doce Julieta. A menina que se tornou uma mulher capaz de transgredir convenções em defesa de seu amor. Um amor eternizado.

Julieta é uma das personagens mais popular e desafiadora de Willian Shakespeare. Uma mulher forte, decidida e ativa, que desconhecia sua força até se apaixonar.Já Lady Macbeth se apresenta quase masculina. Não se trata de uma MULHER passiva ou submissa. Ela é ambiciosa, manipuladora, dominadora. Uma Mulher sem escrúpulos. Capaz de tudo para obter o que deseja. Uma poderosa peça no jogo do poder. E ela quem arquiteta toda a conspiração e conduz o marido à ação. Posteriormente é consumida pela culpa, enlouquece e aparentemente se suicida. Uma das melhores personagens femininos já escritas.

Uma outra personagem marcante, controversa, que já gerou discussão, é Catarina – A Megera Domada. Através dela, Shakespeare defende os direitos da mulher e critica o machismo com muito humor.


















A indomável e geniosa Catarina é uma bela mulher que não admite ser subjugada. Tem seus valores, defeitos, qualidades, emoções, fraquezas, forças. Catarina, assim com todas as mulheres de Shakespeare, é humana. Uma mulher fascinante. Vale a pena conhecê-la. Assim como as demais.


Ah, as mulheres de Shakespeare...
Passo a palavra ao autor.


“Se te comparo a um dia de verão

És por certo mais belo e mais ameno

O vento espalha as folhas pelo chão

E o tempo do verão é bem pequeno.


Ás vezes brilha o Sol em demasia

Outras vezes desmaia com frieza;

O que é belo declina num só dia,

Na terna mutação da natureza.


Mas em ti o verão será eterno,

E a beleza que tens não perderás;

Nem chegarás da morte ao triste inverno:


Nestas linhas com o tempo crescerás.

E enquanto nesta terra houver um ser,

Meus versos vivos te farão viver.


(Soneto 17 – Willian Shakespeare)





As mulheres de Shakespeare viverão para sempre, em suas obras. Shakespeare é um enigma para muitos. Um visionário.
Um gênio. Um mestre para outros.

Leitura obrigatória.

(Kris Rikardsen)




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