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12 de fev. de 2021
EU LI EM UM LIVRO
"Eu li num livro
Estava escrito nas entrelinhas
Que um erro pode ser consertado
E que uma pessoa não deve ser julgada apenas pelo seu passado
Eu li num livro
Que a esperança é a ultima que morre
Que o covarde é o primeiro que corre
E que um sonho as vezes é só um sonho
Estava escrito em cada linha
Que as vezes a culpa não é sua nem minha
Que uma pessoa pode até viver sozinha
Mas sempre vai precisar de alguém em seu coração
Eu li num livro
As palavras que eu gostaria de ter escrito
Porque o que é belo nem sempre é bonito
E um sussurro dito aos ouvidos
poderá soar como um grito"
(André Luis Aquino)
Estava escrito nas entrelinhas
Que um erro pode ser consertado
E que uma pessoa não deve ser julgada apenas pelo seu passado
Eu li num livro
Que a esperança é a ultima que morre
Que o covarde é o primeiro que corre
E que um sonho as vezes é só um sonho
Estava escrito em cada linha
Que as vezes a culpa não é sua nem minha
Que uma pessoa pode até viver sozinha
Mas sempre vai precisar de alguém em seu coração
Eu li num livro
As palavras que eu gostaria de ter escrito
Porque o que é belo nem sempre é bonito
E um sussurro dito aos ouvidos
poderá soar como um grito"
(André Luis Aquino)
20 de mar. de 2015
8 de mar. de 2015
ELA
ELA
É apenas
um rosto
na multidão
Rosto como muitos..
Ou o maior dos tesouros
O sorriso
refletido em sua
mente.
Pode ser
O suave aroma dos seus dias.
Seu anjo
A poesia.
A força
e a coragem
O alívio
presente nas horas
incertas.
A amiga
que deseja
ter
A menina
A mulher
Ela é apenas um rosto na multidão
Sem nome
Sem futuro
Sem passado.
Ela pode ser
A realeza
O doce
mistério
O sol
O mar.
Ser o arco-íris
O azul do céu
Sua melhor recordação.
Ninguém pode entender
O que
passar em seu coração.
Ela pode ser o que
parece
O brilho
O sorriso
amigo
A prece
O milagre.
Tudo o que você sonhou
Ou a realidade de seus dias.
Ela pode ser
O equilíbrio
A diferença
Entre o bem e o mal.
A razão
de sua existência
Estar em seu sorriso
Ou em suas lágrimas.
Ser o amor
A vida.
Sua maior inspiração.
Ela pode ser
A guardiã ou
a heroína
De sua
história.
Ser capaz
De gestos
nobres
De dar a vida por um ideal.
Ser o seu presente
O bem-querer
O encanto.
Ela pode ser
ÚNICA.
Ou Simplesmente
Aquela que
o ama.
Ser o começo
Ou o fim.
Ser aquela
que estará lá
Quando necessário.
Ser a canção.
A rosa.
Ou apenas um rosto
E nada
mais.
(Kris Rikardsen)
6 de jun. de 2014
MEU SORRISO
Meu sorriso é oculto.
Sorriso de Mona Lisa
Enigmático
Misterioso
Exposto apenas
Na alma.
Meu sorriso é inesperado
Pequenino.
Sorriso de criança
De mulher.
Meu sorriso
Espelha o que trago no coração.
Meu sorriso
É chuva
É vento
É céu azul.
Meu sorriso
É tranquilo
Solitário
Tímido
Sincero.
Meu sorriso
Sobrevive
A dor
Ao tempo.
Esconde-se na alma
Entre a lua e as estrelas.
É esperança
É lágrima
É paz.
29 de mai. de 2014
PEQUENINO
De brava bravura
Invade tua doçura
O meu ser .
Foi guiado por anjos .
De olhar cristalino
De raios azuis
5 de abr. de 2014
EU
Eu sou a que no mundo anda perdida,
Eu sou a que na vida não tem norte,
Sou a irmã do Sonho, e desta sorte
Sou a crucificada... a dolorida...
Sombra de névoa tênue e esvaecida,
E que o destino amargo, triste e forte,
Impele brutalmente para a morte!
Alma de luto sempre incompreendida!...
Sou aquela que passa e ninguém vê...
Sou a que chamam triste sem o ser...
Sou a que chora sem saber porquê...
Sou talvez a visão que Alguém sonhou,
Alguém que veio ao mundo pra me ver,
E que nunca na vida me encontrou!
(Florbela Espanca)
21 de mar. de 2014
Ser Poeta
(Florbela Espanca)
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens!
Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!
É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
8 de mar. de 2014
A Mulher
(Florbela Espanca)
Ó Mulher! Como és fraca e como és forte!
Como sabes ser doce e desgraçada!
Como sabes fingir quando em teu peito
A tua alma se estorce amargurada!
Quantas morrem saudosa duma imagem.
Adorada que amaram doidamente!
Quantas e quantas almas endoidecem
Enquanto a boca rir alegremente!
Quanta paixão e amor às vezes têm
Sem nunca o confessarem a ninguém
Doce alma de dor e sofrimento!
Paixão que faria a felicidade.
Dum rei; amor de sonho e de saudade,
Que se esvai e que foge num lamento!
Ó Mulher! Como és fraca e como és forte!
Como sabes ser doce e desgraçada!
Como sabes fingir quando em teu peito
A tua alma se estorce amargurada!
Quantas morrem saudosa duma imagem.
Adorada que amaram doidamente!
Quantas e quantas almas endoidecem
Enquanto a boca rir alegremente!
Quanta paixão e amor às vezes têm
Sem nunca o confessarem a ninguém
Doce alma de dor e sofrimento!
Paixão que faria a felicidade.
Dum rei; amor de sonho e de saudade,
Que se esvai e que foge num lamento!
28 de fev. de 2014
22 de fev. de 2014
Preciso, para
Preciso que um barco atravesse o mar
lá longe
para sair dessa cadeira
para esquecer esse computador
e ter olhos de sal
boca de peixe
e o vento frio batendo nas escamas.
Preciso que uma proa atravesse a carne
cá dentro
para andar sobre as águas
deitar nas ilhas e
olhar de longe esse prédio
essa sala
essa mulher sentada diante do computador
que bebe a branca luz eletrônica
e pensa no mar.
(Marina Colasanti)
12 de fev. de 2014
Lágrimas Ocultas
Se me ponho a cismar em outras eras
Em que rí e cantei, em que era querida,
Parece-me que foi outras esferas,
Parece-me que foi numa outra vida...
E a minha triste boca dolorida
Que dantes tinha o rir das primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!
E fico, pensativa, olhando o vago...
Toma a brandura plácida dum lago
O meu rosto de monja de marfim...
E as lágrimas que choro, branca e calma,
Ninguém as vê brotar dentro da alma!
Ninguém as vê cair dentro de mim!
(Florbela Espanca)
27 de jan. de 2014
Oração do poeta
Anjo da poesia
Sopra- nos
Um verso novo...
dá-nos essa alegria
Pra enchemos o mundo
De calma... paz e harmonia.
(Paulo Vicente Ferreira Ferreira)
28 de nov. de 2013
12 de nov. de 2013
Procura-se um amigo
Procura-se um amigo.
Não precisa ser homem,basta ser humano,
basta ter sentimento,basta ter coração.
Precisa saber falar e calar,sobretudo saber ouvir
o que as palavras não dizem.
Tem que gostar de poesia,de madrugada, de pássaros,
das estrelas, do sol, da lua,do canto dos ventos
e das canções da brisa.
Deve ter amor,um grande amor por alguém,
ou então sentir falta de não ter esse amor.
Deve amar o próximo e respeitar a dor
que os passantes levam consigo.
Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão,
nem é imprescindível que seja de segunda mão.
Pode já ter sido enganado,
pois todos os amigos são enganados.
Não é preciso que seja puro,
nem que seja de todo impuro,
mas não deve ser vulgar.
Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e,
no caso de assim não ser,
deve sentir o grande vácuo que isso deixa.
Tem de ter ressonâncias humanas,
seu principal objetivo deve ser o de amigo.
Deve sentir pena das pessoas tristes
e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças
e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos,
que se comova quando chamado de amigo.
Que saiba conversar de coisas simples,
de orvalhos, de grandes chuvas
e das recordações da infância.
Preciso de um amigo para não enlouquecer,
para contar o que vi de belo e triste durante o dia,
dos anseios e das realizações,dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas,
de poças d´água e de caminhos molhados,
de beira de estrada, de mato depois da chuva,
de se deitar no capim.
Preciso de um amigo que diga que vale a pena viver,
não porque a vida é bela,mas porque já tenho um amigo.
Preciso de um amigo para parar de chorar.
Para não viver debruçado no passado
em busca de memórias perdidas.
Que bata nos ombros sorrindo e chorando,
mas que me chame de amigo,
para que eu tenha a consciência de que ainda vivo.
(Vinicius Moraes)
Não precisa ser homem,basta ser humano,
basta ter sentimento,basta ter coração.
Precisa saber falar e calar,sobretudo saber ouvir
o que as palavras não dizem.
Tem que gostar de poesia,de madrugada, de pássaros,
das estrelas, do sol, da lua,do canto dos ventos
e das canções da brisa.
Deve ter amor,um grande amor por alguém,
ou então sentir falta de não ter esse amor.
Deve amar o próximo e respeitar a dor
que os passantes levam consigo.
Deve guardar segredo sem se sacrificar.
Não é preciso que seja de primeira mão,
nem é imprescindível que seja de segunda mão.
Pode já ter sido enganado,
pois todos os amigos são enganados.
Não é preciso que seja puro,
nem que seja de todo impuro,
mas não deve ser vulgar.
Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e,
no caso de assim não ser,
deve sentir o grande vácuo que isso deixa.
Tem de ter ressonâncias humanas,
seu principal objetivo deve ser o de amigo.
Deve sentir pena das pessoas tristes
e compreender o imenso vazio dos solitários.
Deve gostar de crianças
e lastimar as que não puderam nascer.
Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos,
que se comova quando chamado de amigo.
Que saiba conversar de coisas simples,
de orvalhos, de grandes chuvas
e das recordações da infância.
Preciso de um amigo para não enlouquecer,
para contar o que vi de belo e triste durante o dia,
dos anseios e das realizações,dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas,
de poças d´água e de caminhos molhados,
de beira de estrada, de mato depois da chuva,
de se deitar no capim.
Preciso de um amigo que diga que vale a pena viver,
não porque a vida é bela,mas porque já tenho um amigo.
Preciso de um amigo para parar de chorar.
Para não viver debruçado no passado
em busca de memórias perdidas.
Que bata nos ombros sorrindo e chorando,
mas que me chame de amigo,
para que eu tenha a consciência de que ainda vivo.
(Vinicius Moraes)
5 de nov. de 2013
14 de out. de 2013
6 de out. de 2013
PROCURA-SE UM AMIGO
Procura-se um amigo
Procura-se um amigo
Sejam sempre memoráveis ;
Procura-se um amigo
E o critique no momento oportuno .
E principalmente
De alma .
(Kris Rikardsen)
(Kris Rikardsen)
7 de set. de 2013
FAZ DE CONTA
Vivo num mundo
De faz de conta.
Um mundo...
Onde as pessoas ainda se importam com as outras;
Onde o SER sempre é mais importante
Que o TER.
Onde AMIGO é realmente Amigo
DE FATO.
E não de ocasião.
Vivo num mundo
De Faz de Conta
Num mundo mágico
Onde sonhar ainda é permitido;
Onde as aparências não imperam;
Onde um sorriso é sempre um sorriso.
Vivo num mundo
Onde não há ilusões,
Já que a verdade é sempre soberana.
Onde o ato de confiar
Não traz consigo decepções.
Onde não é necessário
Construir muros,
Muralhas;
Onde se pode respirar livremente
Sem tremer o inesperado.
No meu mundo
Se pode sentir a brisa,
Correr pela relva
Se sentir criança.
(Kris Rikardsen)
De faz de conta.
Um mundo...
Onde as pessoas ainda se importam com as outras;
Onde o SER sempre é mais importante
Que o TER.
Onde AMIGO é realmente Amigo
DE FATO.
E não de ocasião.
Vivo num mundo
De Faz de Conta
Num mundo mágico
Onde sonhar ainda é permitido;
Onde as aparências não imperam;
Onde um sorriso é sempre um sorriso.
Vivo num mundo
Onde não há ilusões,
Já que a verdade é sempre soberana.
Onde o ato de confiar
Não traz consigo decepções.
Onde não é necessário
Construir muros,
Muralhas;
Onde se pode respirar livremente
Sem tremer o inesperado.
No meu mundo
Se pode sentir a brisa,
Correr pela relva
Se sentir criança.
(Kris Rikardsen)



