5 de mar. de 2012

A vida na hora

(…) Despreparada para a honra de viver,

mal posso manter o ritmo que a peça impõe.

Improviso embora me repugne a improvisação.

Tropeço a cada passo no desconhecimento das coisas.

Meu jeito de ser cheira a província.

Meus instintos são amadorismo.

O pavor do palco , me explicando, é tanto mais humihante.

As circunstâncias atenuantes me parecem cruéis.

Nao dá para retirar as palavras e os reflexos,

inacabada a contagem das estrelas,

o caráter como o casaco às pressas abotoado–

eis os efeitos deploráveis desta urgência.

Se eu pudesse ao menos praticar uma quarta-feira antes

ou ao menos repetir uma quinta-feira outra vez!

Mas já se avizinha a sexta com um roteiro que não conheço.

Isso é justo–pergunto

(com a voz rouca

porque nem sequer me foi dado pigarrear nos bastidores) (…)

E o que quer que eu faça,

vai se transformar para sempre naquilo que fiz.

(Wislawa Szymborska)

1 de mar. de 2012

“As três palavras mais estranhas”

“Quando pronuncio a palavra FUTURO

a primeira sílaba já se perde no passado.

Quando pronuncio a palavra SILÊNCIO

suprimo-o.

Quando pronuncio a palavra NADA

crio algo que não cabe em nenhum ser”.

(Wislawa Szymborska)

25 de fev. de 2012

Morre aos 88 anos Nobel de Literatura Wislawa Szymborska

A poetisa polonesa Wislawa Szymborska, vencedora do Prêmio Nobel de Literatura em 1996, morreu nesta quarta-feira (1) aos 88 anos na Cracóvia vítima de um câncer de pulmão, deixando uma herança poética cheia de humor e ironia, na qual partia dos objetos mais simples para refletir sobre as verdades universais.

"Morreu em casa, tranquila, enquanto dormia", disse à imprensa seu secretário pessoal, Michal Rusinek, lembrando que a escritora foi sempre uma fumante incorrigível apesar das constantes advertências dos médicos.

A poetisa e ensaísta morreu rodeada por alguns de seus familiares e amigos mais próximos, entre elas a jornalista Katarzyna Kolenda, que posteriormente lembrou em entrevista ao canal TVN24 a personalidade de Wislawa. "Sempre que lhe perguntavam por que escrevia poesia ela respondia com um simples 'isso eu não sei'. Tratava seu trabalho como algo muito pessoal e com muita modéstia", comentou Katarzyna.

Embora Wislawa, nascida em Kornik, no oeste da Polônia, em julho de 1923, fosse a poetisa mais conhecida da Polônia, teve que esperar até a concessão do Nobel em 1996 para que sua obra chegasse ao resto do mundo.

Na ocasião, o comitê do prêmio reconheceu a rica poesia de uma autora a quem qualificou de "Mozart da literatura", destacando o humor e a simplicidade com a qual abordava as questões mais profundas, como a morte e o amor. O Nobel representou uma revolução em sua vida e na privacidade que sempre tentou manter, como a própria Wislawa reconheceria, já que causou "uma grande confusão, mas também grande alegria, honra, novas amizades e mudanças".

A autora destacou-se por uma poesia cheia de humor e pela habilidade em usar trocadilhos, presente desde seu primeiro poema publicado em um jornal local em 1945.

A jovem Wislawa foi surpreendida pela invasão nazista em 1939 e obrigada a realizar trabalhos forçados nas linhas férreas, o que não impediu que continuasse seus estudos em centros ilegais durante o período da guerra.

Posteriormente cursaria Literatura e Sociologia na Universidade da Cracóvia, onde viveu até sua morte.

http://diversao.terra.com.br/arteecultura/noticias/0,,OI5589833-EI3615,00-Morre+aos+anos+Nobel+de+Literatura+Wislawa+Szymborska.html

5 de fev. de 2012

Bartolomeu Campos de Queirós

O autor estreou na literatura em 1974 com "O Peixe e o Pássaro" e se dedicou principalmente à literatura infantojuvenil. Seu trabalho mais recente é o autobiográfico "Vermelho Amargo", lançado em 2011.

Segundo a assessoria da editora Cosac Naify, ele deixa um trabalho inédito ainda sem título e sem previsão de publicação.

O autor recebeu inúmeros prêmios, entre eles o Jabuti, maior condecoração literária do país, e o prêmio Ibero-americano SM de Literatura Infantil e Juvenil de 2008. Bartolomeu foi, além disso, finalista em 2010 do prestigioso prêmio internacional Hans Christian Andersen de Literatura Infantil.

O prêmio Ibero-americano SM reconheceu "a transcendência de sua obra que se manifesta na profundidade dos temas abordados, o respeito pelo leitor, os desafios que teve de enfrentar, seu compromisso com a arte literária sem concessões e o caráter poético e filosófico de sua obra".

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1034898-escritor-bartolomeu-campos-de-queiros-morre-aos-67-anos.shtml


em 07/05/2009



Sou frágil o suficiente para uma palavra me machucar,

como sou forte o bastante para uma palavra me ressuscitar.

(Bartolomeu Campos de Queirós)


Obras
  • lalaca
  • Indez
  • Flora
  • Mais Com Mais Dá Menos
  • De Não em Não
  • Estória em 3 Atos
  • Por Parte de Pai
  • Vermelho Amargo
  • O olho de vidro do meu avô
  • Onde tem Bruxa tem Fada
Autor de mais de 40 livros.

em 20/07/2011



Faleceu em 16 de janeiro de 2012.

26 de jan. de 2012

A sensualidade da mulher


Escrito por Catucha

Pra falar sobre a mulher, sua sensualidade e feminilidade neste início de milênio, vou voltar um pouco no tempo.

Há um tempo atrás, definir a mulher sua feminilidade ou sexualidade, era um grande enigma enquanto que, o homem, a figura masculina, era bem mais simples: "Ser homem é ser forte e viril".

Era comum ouvir dizer "ninguém entende as mulheres" ou "o que as mulheres querem?"; até Freud, pai da psicanálise, não conseguia explicar a sexualidade feminina, descrevia-a como "um continente obscuro".

Depois, a figura da mulher passou a girar em torno do ideal da maternidade onde o traço da sedução lhe foi negado. Para ser mãe, tinha que abrir mão da feminilidade, se não o fizesse, seria mal vista, beirando as raias da prostituição. Nesta época, a prostituta tinha uma função social bem determinada, oferecer ao homem o gozo proibido com as esposas. A figura da prostituta era essencial para a existência da figura da maternidade.

Em seguida, veio a "mulher objeto", transformada num objeto de marketing e explorada em todos seus atributos.

Surgiu então o movimento feminista das décadas de 60 e 70 que se por um lado foi bem sucedido por abrir novo horizonte, por outro, pecava por não aceitar a feminilidade. Ser sedutora e feminina era dar um caráter de fragilidade a mulher.

Chega a vez da mulher "fatal", conhecedora da sua capacidade de sedução. Provavelmente, desejando se vingar por ter sido por tanto tempo destituída de qualquer poder social, usa seus atributos para capturar o homem.

Hoje, a nova mulher deste início de milênio, já não milita o discurso feminista. Aproveita as conquistas obtidas e abre espaço para sua feminilidade, para a sensualidade, sem que isso lhe destitua o lugar de igualdade e a sua importância. Não usa mais sua capacidade de sedução para aprisionar a figura do homem. Deseja-o ao seu lado não somente para compartilhar responsabilidades e sim, compartilhar afetos, amor
Patrocine esta palavra.
Em breve...
e desejo.

A nova mulher de hoje, além de ter consciência sobre os problemas do mundo, é participativa, é sensual, sedutora, e sabe que pequenas linhas do rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias, não tiram sua beleza; é ferida de guerra testemunhando tudo o que ela fizera em sua vida.

A nova mulher de hoje sabe que as modelos anoréxicas ou bulímicas que desfilam nas passarelas, são padrões fora da realidade e que o homem gosta de mulheres curvilíneas, femininas, sensuais, cheirosas, de bom humor, sem se importar com o número do seu manequim.

Mulher, você é especial. Você é o recinto sagrado de gestação dos homens onde são gerados, alimentados, ninados, cuidados e amados dando ao segmento do milagre da vida.

http://www.autores.com.br/catucha/

11 de jan. de 2012

Concurso para ilustradores

SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA E TURISMO

EDITAL

A Prefeitura Municipal de Ponta Grossa, através da Secretaria de Cultura e Turismo e do Conselho Municipal de Política Cultural, com a finalidade de estimular o trabalho de ilustradores para literatura, institui o edital que regulamenta o Concurso Municipal para selecionar e contratar ilustradores para os livros do Concurso de Literatura Infantojuvenil para o ano de 2012, atendendo as políticas culturais do Município aprovadas nas Conferências Municipais de Cultura.

REGULAMENTO
1- Poderão participar ilustradores residentes em Ponta Grossa, maiores de 18 anos.
2- NÃO poderão participar os artistas que realizaram as ilustrações das coletâneas dos concursos de 2010 e 2011.
3- Cada participante poderá enviar 01 (um) projeto de ilustração em cores e original para cada categoria, contendo capa, estudos de personagens e estudos de cenário (não serão aceitas cópias, plágios, etc);
4- Os projetos de ilustração deverão ser realizados a partir dos textos propostos pela comissão organizadora deste concurso.
5- Os interessados poderão concorrer em três categorias:

CATEGORIA 1 (para leitores iniciantes de 05 a 07 anos) com ilustrações sobre LENDAS FANTÁSTICAS cujos assuntos e personagens girem em torno do universo imaginário; a obra, uma vez publicada, terá mais ilustrações e menos textos.
Texto proposto: “A História do Ursinho Meio Branco Meio Bege” de Tatiana Campos Batista (2011).

CATEGORIA 2 (para leitores em processo de 08 a 10 anos) com ilustrações sobre LENDAS LÚDICAS cujos assuntos e personagens girem em torno de brincadeiras e situações engraçadas, apresentado de forma a estimular o envolvimento do leitor; a obra, uma vez publicada, terá ilustrações criativas, visando o imaginário do enredo.
Texto proposto: “As Outras Frangas” de Róbison Benedito Chagas (2010).

CATEGORIA 3 (para leitores fluentes e críticos de 11 a 13 anos) com ilustrações sobre LENDAS DE EFEITO cujos assuntos e personagens girem em torno de situações de confronto e dificuldades, exercitando a participação do leitor na compreensão da mitologia e da simbologia e suscitando interesse no leitor pela história; a obra, uma vez publicada, terá ilustrações mais esboçadas do que finalizadas.
Texto proposto: “O Mistério na Cidade de Pedra” de Edi Tozetto (2010).

PREMIAÇÃO
6- Serão selecionados 06 (seis) ilustradores que receberão o valor de R$ 1.000,00 (mil reais) cada para ilustrar uma das histórias vencedoras do Concurso Nacional de Literatura Infantojuvenil 2012.

INSCRIÇÕES
7- As inscrições estarão abertas de 1º a 29 de fevereiro de 2012, enviadas exclusivamente via Correios.
8- O interessado deverá encaminhar as ilustrações em envelope (tamanho folha A4), com AR, sem identificação pessoal no verso (a identificação virá apenas no recibo AR) para o endereço:

CONCURSO MUNICIPAL DE ILUSTRAÇÃO DOS LIVROS DE LITERATURA INFANTOJUVENIL - EDIÇÃO 2012
SECRETARIA MUNICIPAL DE CULTURA E TURISMO
RUA JULIA WANDERLEY, 936, CENTRO, CEP 84010-170
PONTA GROSSA, PR.

9- Em envelope menor, lacrado, dentro do envelope maior, anexar as seguintes informações:
Na Parte Externa:
a. nominação do concurso e categoria(s) da inscrição
No Interior:
b. nome e endereço completos
c. telefones e endereço eletrônico para contato
d. fotocópia de comprovante de residência em nome do inscrito
e. fotocópia da cédula de identidade e CPF
f. breve biografia pessoal de até 10 linhas
(os documentos acima serão necessários para o processo de pagamento dos prêmios)

JULGAMENTO
10-Os trabalhos apresentados pelos ilustradores serão julgados, no mês de março de 2012, por uma comissão indicada pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e Conselho Municipal de Política Cultural, cuja decisão será soberana, à qual não cabem recursos sobre o resultado do concurso.
11- A Comissão Julgadora tem o direito de não selecionar o(s) concorrente(s), que não tenha(m) apresentado qualidade técnica e artística compatível com a proposta deste edital.
12-Os selecionados serão conhecidos no primeiro semestre de 2012.

REALIZAÇÃO DO TRABALHO
13-Os ilustradores selecionados terão prazo de 45 (quarenta e cinco) dias para entregar o trabalho finalizado, a contar da data em que receberem os respectivos textos.
14-Os ilustradores trabalharão em conjunto com os autores dos textos e com os organizadores da coletânea;

PUBLICAÇÃO
15-As ilustrações serão publicadas em uma edição de 1.000 (mil) exemplares, cada uma, pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo no 2º semestre de 2012, cabendo aos ilustradores uma cota de 20 (vinte) exemplares:
16-Os exemplares restantes de cada história publicada serão distribuídos gratuitamente em bibliotecas, escolas, instituições e para críticos literários.
17-As ilustrações poderão também ser publicadas em versão digital e disponibilizadas para leitura via internet.

DISPOSIÇÕES FINAIS
18-As inscrições fora das normas do concurso não serão aceitas.
19-Não poderão participar do concurso funcionários da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo e integrantes dos Conselhos Municipais de Política Cultural, Patrimônio Cultural e Turismo de Ponta Grossa.
20-As cópias da(s) ilustrações(s) e os demais documentos entregues na inscrição não serão devolvidos após o concurso.
21- É de responsabilidade exclusiva do concorrente a observância e regularização de toda e qualquer questão relativa a direitos autorais sobre a ilustração realizada.
22- Este edital atende ao disposto na Lei Federal nº 9.610 de 12/02/1998 sobre direitos autorais.
23-Os autores selecionados automaticamente autorizam a publicação das ilustrações, nas versões impressas e digitais dos livros, dentro das regras do concurso.
24-Os selecionados concordam e permitem a divulgação de seu nome e imagem para a divulgação do concurso, sem qualquer ônus para os realizadores.
25-A Prefeitura Municipal é detentora dos direitos patrimoniais das ilustrações produzidas por este concurso e poderá utilizá-las da forma que for conveniente;
26-Os participantes declaram estarem cientes e de acordo com este regulamento.
27-Os casos omissos neste regulamento serão resolvidos pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

Elizabeth Silveira Schmidt
Secretária Municipal de Cultura e Turismo

CRONOGRAMA

Inscrições: de 1º a 29 de fevereiro de 2012
Julgamento: março de 2012
Realização do trabalho: prazo de 45 dias a contar do recebimento do texto.

5 de jan. de 2012

Aurore Dupin




"A sociedade nada deve exigir daquele que dela nada espera."

"A paciência não é senão uma energia."

"Há cem mil maneiras de perder o amor de uma mulher, e a única que não se previu é, precisamente, a que se realiza."

"A recordação é o perfume da alma. É a parte mais delicada e mais suave do coração, que se desprende para abraçar outro coração e segui-lo por toda a parte."

"O verdadeiro modo de não saber nada é aprender tudo ao mesmo tempo."

"Nunca as mulheres são tão fortes do que quando se armam com as suas fraquezas."

"O amor passa, a amizade volta, mesmo depois de ter adormecido um certo tempo."

"Cada um tem a idade do seu coração, da sua experiência, da sua fé."

"As canções, os relatos, os contos populares, pintam em poucas palavras o que a literatura se limita a amplificar e a disfarçar."

"Crer na fatalidade, é criá-la em nós mesmos."

"Eu te amo para amar-te e não para ser amado,pois nada me dá tanta felicidade como te ver feliz."

"Amar é tudo quanto há de bom na vida."
(George Sand)

http://pensador.uol.com.br/autor/george_sand/



Aurore Dupin, baronesa Dudevant, que usava o pseudônimo de George Sand, cresceu no castelo de Nohant, influenciada pelo liberalismo aristocrático da avó paterna. Estudou num convento de Paris, onde desenvolveu tendências místicas. De volta a Nohant, viveu livremente, lendo e montando a cavalo, até seu casamento com Casimir Dudevant, em 1821.

A união, contudo, dissolveu-se, e Aurora foi para Paris. Colaborou com o jornal Le Figaro e escreveu, com Jules Landau, o romance Rose et Blanche. Em 1832 estreou como escritora independente, com o romance Indiana, inspirado em sua experiência da vida matrimonial, alcançando grande sucesso.

George Sand participou do movimento romântico, aderiu aos ideais socialistas de Saint-Simon e adotou o modo de vida da boêmia literária.

Colocando em prática suas teorias sobre a emancipação feminina, começou a usar trajes masculinos e tornou-se célebre por seus numerosos casos de amor, sobretudo por sua relação com Musset e Chopin. Seus romances, sentimentais e idealistas, em que os personagens se preocupam exclusivamente com o amor, conquistaram os leitores da primeira metade do século 19.

Seu romance Indiana é uma obra erótica e psicológica, um protesto contra as convenções sociais que cerceiam a liberdade da mulher. Na mesma linha escreveu Valentine e Lélia. No primeiro, uma jovem senhora apaixona-se por um camponês.

Mauprat, romance de 1837, é um romance passional, refletindo uma vaga aspiração ao progresso social. Mística e humanitária, George Sand entusiasmou-se também pelas ideias socialistas defendidas por Pierre Leroux.

George Sand participou ativamente dos acontecimentos políticos de 1848, endereçando apelos veementes ao povo. Após os episódios sangrentos de junho afastou-se da vida pública, retirando-se para Nohant, que lhe inspirara os romances O Charco do diabo, François, o bastardo, o melhor de sua obra.

Com o passar dos anos, o romantismo revolucionário de George Sand transformou-se em moralismo conservador. Ela também produziu romances ambientados entre a alta sociedade e obra autobiográficas, como Ele e ela, de 1859.



Obra idealista


Goerge Sand escreve com fluência e sua obra completa abrange mais de cem volumes. Criou uma língua nova para o camponês, um meio termo entre o francês literário e o patois (dialeto popular encontrado da Bélgica e na França). Apesar das descrições realistas do ambiente rural, sua obra é essencialmente idealista. Escreve sobre o homem como gostaria que ele fosse, e não como ele é. Em conseqüência, alguns de seus personagens são artificiais ao extremo.

Suas heroínas desesperadas e seus heróis galantes e pálidos não conseguem captar o interesse do leitor moderno. Os diálogos são retóricos, os ideais mais romanescos que ideológicos. Os romances campestres são fastidiosos, sentimentais e elegantes demais para o cenário rústico em que são ambientados.

A autora buscou inspiração nos contos do alemão Berthold Auerbach e sua obra chegou a influenciar Turgueniev e Dostoiévski.

Enciclopédia Mirador Internacional



Chopin & Sand: romance sem palavras

Texto: Walter Daguerre Direção: Jacqueline Laurence Elenco: Marcelo Nogueira, Françoise Forton

Sinopse

Baseada nas correspondências e na obra de Fryderyk Chopin, a peça estreou na data em que se comemora o aniversário do mestre da música erudita, 23 de fevereiro. O espetáculo dialoga com questões relativas às dimensões artísticas e humanas dos personagens, transitando entre poloneses, prelúdios, noturnos, improvisos, mazurcas, valsas e outros gêneros.


em 18/02/2011


Peça esteve em cartaz no Teatro do Leblon até 18 dez 2011.





GEORGE SAND

Autor:Bouchardeau, Huguette

Idioma: PORTUGUES

Editora: Martins Editora

Edição: Ano: 1991